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Archive for the ‘Regina Lara Stevanatto’ Category

publicado no UOL 

Dois arqueólogos irlandeses tentaram fazer cerveja da mesma forma que os seus ancestrais faziam, 3 mil anos atrás, em uma tentativa de descobrir o objetivo de antigos amontoados de pedra comunitários

Angelina Franz

Foi uma manhã áspera. De ressaca após uma noite em Galway, o arqueólogo Billy Quinn padecia de uma dor de cabeça enquanto tomava um substancial café-da-manhã irlandês, avaliando os mistérios do seu sítio arqueológico e pensando com um pouco de auto-interesse na antiga curiosidade da humanidade em relação às substâncias alteradoras da consciência.

Foi então que a idéia surgiu: o seu sítio arqueológico era uma cervejaria.

O local, perfeitamente comum, era um monte de terra liso e coberto de grama, conhecido em gaélico como fulacht fiadh. Esses sítios possuem tipicamente uma depressão rodeada por um crescente elevado em forma de ferradura feito de pedras queimadas.

Até o momento, os arqueólogos já descobriram 4.500 dessas estruturas na Irlanda, e a cada ano novas são identificadas. A datação com carbono radioativo sugere que a maioria dos fulacht fiadh foi construída entre 1.500 e 500 a.C.

Esses montes de pedras são há muito tempo um enigma. Alguns especialistas argumentavam que eles serviam para cozinhar carne: pedras quentes teriam sido utilizadas para ferver água e preservar a carne. Outros afirmavam que tratam-se de saunas pré-históricas. Ou curtumes, forjas ou tinturarias. O único ponto com o qual todos concordavam é que nesses locais se aquecia água.

Quinn e o seu colega Declan Moore convenceram-se de que o site tinha um propósito mais relacionado à mitigação da sede: eram cervejarias. “Também é possível que o sítio possa ter sido multi-funcional – uma espécie de pia de cozinha da Idade do Bronze.

Mas eles necessitavam de provas. A pesquisa era difícil, mas alguém teria que realizá-la: Quinn e Moore fizeram uma peregrinação até locais vinculados a antigas tradições ligadas à arte de fabricação de cerveja.

Eles trabalharam como aprendizes para cervejeiros amadores nas Ilhas Orkney. Na Bélgica e na Baviera aprenderam a fazer cerveja com pedras quentes. Em Barcelona participaram de uma conferência sobre fabricação de cerveja na pré-história, e identificaram as raízes da cultura da cerveja no Oriente Médio.

No início do verão passado, eles estavam prontos. Uma multidão reuniu-se no quintal de Quinn, em Cordarragh, na Irlanda. Os arqueólogos mataram um porco – fazer cerveja é algo que abre o apetite -, e fizeram uma fogueira para aquecer pedras. Perto dali eles cavaram uma vala e dentro dela colocaram um reservatório d’água, feito de madeira, de 350 litros. Duas horas depois, as pedras (e o porco) estavam muito quentes.

Os arqueólogos colocaram-nas com uma pá na água até que a temperatura desta chegou a 66°C. A seguir, eles adicionaram a cevada. Após 45 minutos mexendo o líquido e adicionando de vez em quando uma ou outra pedra quente, eles lançaram ervas doces na mistura.

“Para obtermos um sabor agradável, simplesmente olhamos em volta e pegamos tudo que parecia ser bom”, diz Quinn, ao expor o seu método não muito científico. Os arbustos locais conhecidos como bayberry e meadowsweet foram alguns dos ingredientes utilizados na mistura. A seguir o líquido foi acondicionado em barris de plástico de 75 litros, adicionou-se um pouco de fermento e os pesquisadores da cerveja sentaram-se e aguardaram.

Três dias depois, os dois abriram os barris e descobriram uma “cerveja muito saborosa, espumejante e com cor de cobre”, conta Quinn. A fim de testar a cerveja, Quinn e Moore organizaram uma festa. Quinn conta que os convidados consideraram a experiência um sucesso: “As pessoas beberam aos litros”.

Atualmente, os arqueólogos se orgulham de serem chamado de “pico-cervejeiros”, a designação para os cervejeiros que ficam no estágio intermediário entre a categoria dos que fabricam cerveja caseira e a dos que possuem micro-cervejarias.

Infelizmente, a sorte de iniciantes não se sustentou. Cada tentativa subseqüente resultou em uma bebida de pior qualidade. Quinn diz que a culpa não é dele, mas dos ingredientes encontrados no seu jardim, que desapareceram e perderam o sabor a medida que o verão terminava. “Na quarta tentativa a cerveja que obtivemos era apenas um caldo leitoso e insípido”, conta Quinn.

Agora eles estão aguardando a primavera, quando o bayberry e o meadowsweet voltarão a florescer. Nesse ínterim, eles voltaram às suas atividades profissionais diárias. “Voltamos a desenterrar ossos”, diz Quinn. “É algo bem maçante”.

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                  Poesia

Em Araxá, clientes recebem pão embalado em poesias sobre o cotidiano e a natureza. Iniciativa da Academia de Letras pretende popularizar a literatura.

do G1, em São Paulo, com informações da Globo News

Uma parceria entre a Academia Araxense de Letras, em Araxá (MG), e uma padaria da cidade está mudando o café-da-manhã dos moradores. As embalagens de pão têm poesias impressas.

“É uma inclusão cultural porque estamos oferecendo a oportunidade às pessoas, de uma maneira simples e acessível, de levar para suas casas o pão, que alimenta o corpo, e a poesia, que alimenta a alma”, afirma Teresinha Oliveira, presidente da Academia Araxense de Letras.

São poesias que falam da natureza, do cotidiano e do próprio pão. Nessa primeira etapa do projeto, foram publicadas 60 mil embalagens com dez poemas diferentes. A entidade pretende renovar as poesias.

A poetiza Vilma Cunha, que já tem 12 livros publicados, resolveu colaborar com a iniciativa e levar literatura para todas as classes sociais. “Muita gente não tem acesso e nem motivação [para ler poesia]. Nós já notamos que várias pessoas das mais diferentes idades começaram a se interessar por poesia a partir desse projeto.”

Letícia Santos, policial rodoviária e cliente da padaria que participa do projeto, aprovou a idéia. “A gente vai comendo o pão, pega o papel, começa a ler a poesia e fica inspirado o resto do dia”, comenta.

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             Nando Reis - você não é lindo, mas seu show foi maravilhoso!

por Regina Lara Stevanatto

Não entendo qual é a da galera de pegar almoço e transformar em doce! A Jaci já falou aqui sobre o doce de jiló, mas hoje eu vou falar sobre o milho.Na quarta-feira (14/11), eu, a Claudia e a Carol fomos ao maravilhoso show do maravilhoso Nando Reis. Como no Credicard Hall tudo é uma fábula, fui munida da minha Fanta uva de casa mesmo. Depois de duas horas e meia de um show com momentos de emoção, muita gritaria e pulos (apesar de lugares no meio, sentados, conseguimos chegar perto do palco!!!), estávamos verdes de fome e, claro, de sede.

Às duas da matina não é fácil encontrar um lugar gostoso e barato para comer. Decidimos ir até a Bella Paulista, uma padaria na Haddock Lobo – que fica aberta 24 horas – e tem um rodízio de sopa maravilhosa.

Como a casa estava muito lotada, sentamos no balcão e rapidamente ficamos maravilhadas com um monte de coxinhas de aparência maravilhosa! Mas as aparências enganaram, como enganam! A coxinha era massuda, estava fria e o catupiry ficou para a história – talvez tivesse meia colher de chá misturado na massa.

O banheiro também estava parecendo de balada. Estava cheio de papel para todos os lados. Isso sem falar da privada que era quadrada com assento redondo!

Suco de milho

E o mais chocante da madruga foi o suco de milho do Rancho da Pamonha. Ele tinha aquela pá que ficava fazendo aquela meleca amarela nojenta e grudenta rodar e rodar. Parecia que estava rodando desde as seis da manhã…

Por que as pessoas não entendem que milho é verde, na espiga e é para comer igual ao Mickey, que ia comendo as fileirinhas e fazendo o barulho de máquina de escrever?

Também é permitido como pipoca, na pizza, salada de maionese, enfim, em coisas salgadas. Curau? Pamonha?

A invenção é tão desastrosa que o único jeito de vender é colocar um cara em um carro gritando “Pamonha, curau e milho verde” aos domingos, às 9h da manhã, que te obriga a comprar senão ele não sai da sua rua!!! Deveria haver uma lei que proibisse doce de feijão, doce de arroz, suco de couve… Eca…

Sim ao milho no prato! Não ao milho no copo!

Bella Paulista
Rua Haddock Lobo, 354
www.bellapaulista.com.br

 

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por Regina Lara Stevanatto

Este sábado fui em mais uma de minhas aventuras drinkonômetras (de onde a Rê tirou isso????). Aproveitando o aniversário de minha irmã mais velha, fomos ao Rey Castro dar uma bailada.

 O lugar é ótimo para dançar. Mas, antigamente, mesmo indo desacompanhado, você se divertiria muito. Esta impressão mudou um pouco. Não sei se por ter ido apenas com casais ou se pelo meu luto (minha tia-avó faleceu esta semana), achei que havia muitos casais e muitas mulheres. Só.

Foi um pouco decepcionante, a princípio. Depois acabei conhecendo algumas pessoas e a coisa melhorou.

Mas conheci também a grande amiga Marguerita. Muito gostosa, na verdade. Suave mas levemente embriagante. Na medida certa. O problema é o sal na borda. No primeiro gole o choque é tão grande que até tremi. O sal queima a boca. Experimentei tomar com e sem o sal (girando o copo, já que o sal fica apenas na borda). Prefiro sem. E também mesmo depois de um tempo, o sal continua ardendo no lábio inferior.

 Antes só havia provado a versão Frozen da bebida, que na minha opinião é muito sem graça, sem gosto de nada. É quase uma raspadinha de limão aguada.

Procurei na internet receitas de Marguerita. Descobri que é muito fácil. Encontrei também diferença na quantidade de Contreau e de Tequila, mais contreau que tequila. Algumas tinham a mesma medida para as duas bebidas, outras doses iguais.

 O drink é relativamente novo. Criado em 1948 por um marido que, para agradar a esposa, misturou suas duas bebidas favoritas em um dia de Natal. 

O resto da noite fui acompanhada pela boa e velha Smirnoff Ice, já que além da borda da marguerita, o preço da bebida era bem salgado: R$13. A Smirnoff também não era barata: R$ 8,00. A casa ainda cobra a entrada de R$20 para mulheres e R$30 para homens, e como todos sabem, é proibida a consumação mínima, então a grana morre mesmo. 

Balanço final da noite:

– Dois pra lá e dois prá cá só se for com muito remelexo

– Marguerita é “coisa fina”

– Da próxima vez acho que vou levar bolo pra festa, mesmo que seja algum amigo gay que ame se “jogar” na pista… 

Links

Homens na cozinha – Medidas iguais

 http://www.homemnacozinha.com/?p=35 

Wikibooks – Medidas diferentes

http://pt.wikibooks.org/wiki/Livro_de_receitas/Tequila_Marguerita  

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por Regina Lara Stevanatto

Tenho um amigo do tipo viajante. Cada vez que falo com ele a localização geográfica é diferente. A última vez que tive notícias dele, estava em Estocolmo. Só descobri que ele já estava de volta quando marcou a despedida dele para a Espanha!

Eu, ele e mais dois amigos marcamos de nos encontrar no Art´n Pizza. A pizza era boa, o ambiente (bem freqüentado pelo público fashion/gay da região) era bom, o atendimento impecável.
Uma coisa legal foi que os pedidos eram marcados em comandas individuais, o que é muito bom pra controlar os gastos.

Bom, mas o prato da noite foi a boa e velha Original, minha cerveja favorita.
O problema foi a fartura da oferta! Quase 2 litros para cada um!Depois de sair da pizzaria, um dos meninos ainda parou no posto para comprar uma daquelas Skol longneck gigante.

Não sei como ele não explodiu! Tirando as 18 voltas que demos na rua Augusta, porque ele estava “errando o retorno”. Em resumo, cheguei em casa às 2h da matina e tinha precisava acordar às 6h30!!! E emprego novo não dá pra atrasar…Mas não vou reclamar, foi uma noite maravilhosa e não me divertia tanto há muito tempo…

Art´n Pizza
http://www.artnpizza.com.br/ 

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Bolinho de arroz com espinafre

por Regina Lara Stavanatto

Bolinho de arroz com espinafre
PS: esta receita não tem medidas, é tudo no olhão

Arroz cozido (pode ser aquele que tá na geladeira há algum tempo)
Leite
Ovo
Salsinha
Cebolinha
Cebola
1 maço de espinafre
Farinha de trigo
Fermento em pó
Farinha de rosca ou pão velho ralado

Bata no liquidificador o arroz, salsinha, cebola, leite e ovo. A quantidade depende da quantidade de arroz. Se colocar muito líquido, você compensa com farinha. Misture o resto dos ingredientes (menos o pão ralado) até ficar meio firminho.
Unte uma assadeira com margarinha e com uma colher faça montinhos de massa. Cubra com o pão ralado e, se quiser, misture um pouco de queijo ralado. Assar por 30 minutos em fogo médio.

Eu achei um pouco cru o meio, então virei os bolinhos e assei por mais uns 10 minutos.

O povo aqui aprovou, apesar das duas receitas terem uma cara feia, mas pensa na Raimunda, é feia de cara, mas boa de …

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