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Archive for the ‘Livros’ Category

PATRICIA DE CIA
Colaboração para o UOL

Em princípio, nada contra a diva doméstica. Mas cá pra nós: por mais que Martha Stewart e Nigella Lawson pareçam sempre impecáveis e glamourosas, quem enfrenta forno e fogão numa cozinha comum, longe das câmeras, tem pela frente muitos imprevistos e louça suja que, com o acréscimo de um belo punhado de bom humor, podem render grandes histórias

Esse lado mais imperfeito, humano e divertido da culinária está em “Julie & Julia – 365 Dias, 524 Receitas e 1 Cozinha Apertada”, livro adaptado do blog de uma norte-americana em crise que decide afogar os problemas não comendo, mas fazendo comida.

DivulgaçãoCapa do livro que nasceu do blog da norte-americana Julie Powell

Mas não qualquer comida. Julie Powell, uma texana de 30 anos que mora em Nova York e está cansada das pressões profissionais e reprodutivas, resolve encarar o livro “Mastering the Art of French Cooking” (“Dominando a Arte da Cozinha Francesa”), escrito em 1961 por Julia Child, uma espécie de proto-Martha Stewart e a primeira a levar as técnicas da culinária francesa para os lares norte-americanos.

A escolha ajudou a afastar ainda mais a experiência de Julie do mundo dos “foodies” versão 2000. Em vez de produtos orgânicos, muita manteiga e cremes. No lugar de ingredientes pré-preparados e extraídos, o corpo-a-corpo com peças inteiras de carne, ossos e vegetais. O livro virou best-seller nos EUA e deve chegar aos cinemas em 2009, com Meryl Streep cotada para interpretar Julia Child.

Julie conta histórias engraçadíssimas, como quando decidiu extrair o tutano de um osso sem os instrumentos adequados. “Você tem uma serra elétrica?”, sugere o irmão da autora. É possível ler um trecho da tradução brasileira do livro no site da editora Conrad e a íntegra no blog “The Julie/Julia Project”, em inglês é claro.

Cozinha brasileira
A Memória Visual, uma nova editora do Rio de Janeiro, chegou ao mercado lançando dois livrinhos bem saborosos que unem o amor pela comida e pelos blogs: “Papel Manteiga – Cartas Culinárias”, de Cristiane Lisbôa, e “A Peleja do Alecrim com o Coentro e Outros Causos Culinários: Receitas e Cordel”, de Tatiana Damberg.

O primeiro é um mix de romance epistolar e livro de receitas (todas fornecidas por Tatiana Damberg, autora do site Mixirica. Antônia conta à bisavó sua experiência inusitada como aprendiz de cozinheira da “Senhorita Virgínia”, que “abandonou Paris e decidiu abrir o Mi Casa (…), um restaurante no alto de uma montanha com apenas duas mesas”. Entre a história dessas mulheres semi-alegóricas, há desde dicas para fazer o purê perfeito e um simples croque monsier até receitas de peito de pato com violetas e coroas de carneiro.

No segundo, ingredientes bem brasileiros viram personagens de pequenos exercícios de cordel que antecedem as receitas propriamente ditas. Farinha, macaxeira, dendê, siri, charque, cordeiro, quibebe se tornam mais acessíveis para cozinheiros inexperientes e desacostumados a preparar receitas tão tradicionais da culinária brasileira. Menção honrosa para o primeiro capítulo, que ensina a cozinhar arroz e feijão, dessalgar carnes, abrir côco seco e fazer pimenta em conserva.

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Guta

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Segredos

Em “Segredos de Chefs”, mais de 80 renomados mestres da gastronomia mundial revelam dicas e preciosas técnicas, explicadas passo a passo, fundamentais para quem quer cozinhar bem. São inúmeras sugestões de famosos chefs de restaurantes consagrados do Brasil e do mundo. Entre eles, destacam-se François Payard, Jennifer Newburry, William Bradford Gates, Flávia Quaresma, Laurent Suaudeau e Sergio Arno. O livro traz entrevistas com cada um dos chefs, nas quais eles revelam seus gostos e realizações. As dicas são úteis a todos os cozinheiros: dos iniciantes aos mais sofisticados. “Segredos de Chefs” é uma referência essencial para todo amante da culinária!

Para comprar

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da SwissInfo

O livro “Leite para todos” analisa as mutações da economia leiteira suíça durante o século XX. Entende-se então como o leite foi promovido a bebida nacional.

No momento em que o preço do leite sobe, após quinze anos de queda, o livro explica porque a Confederação Helvética havia estatizado um setor que agora volta a liberalizar.

Vacas, queijos e chocolate, alguém duvida de que está falando da Suíça? Pois eles têm em comum o leite, estreitamente ligado a vários símbolos da identidade helvética.

 

Foi durante o século XX que o leite passou a ocupar um lugar importante na vida cotidiana dos suíços e também da vida política do país.

 

Publicado por ocasião do centenário da Federação dos Produtories Suíços de Leite(FPSL), “Leite para todos”, disponível em francês e alemão, conta em imagens como o leite passou do estatututo de alimento para tornar-se uma bebida nacional.

Um serviço público

Antes da Primeira Guerra Mundial, o ambiente social era tenso na Suíça as variações do preço do leite provocam ainda mais insatisfação nos meios operários. Nessa época, a dificuldade de se alimentar eram uma realidade e as autoridades decidiram regulamentar o setor leiteiro.

 

Em 1916, o governo federal atribui à União Central dos Produtores Suíços de Leite o mandato de abastecer o país. Os diferentes setores – agricultores, produtores de leite, produtores de queijo – que até então se afrontavam nas famosas “guerras do leite”, transformaram-se progressivamente em organismos de regulação do mercado.

 

“Houve um consenso político pela idéia de que os habitantes do país deviam ter a possibilidade de beber leite diariamente. Foi montado um circuito de distribuição segundo o princípio de um serviço público”, explica Peter Moser, diretor dos Arquivos da História Rural (AHR) e co-autor do livro.

 

Daí as imagens de Epinal que marcaram a consciência coletiva suíça, como a de carrinho de leite puxado por um cão e conduzido por crianças. Ou a imagem do leiteiro que ia de bairro em bairro, de caminhonete, vender a bebida em garrafas.

 

A revolução da pasteurização

 

Ao longo das páginas, o livro descreve as condições de vida e os hábitos de consumo dos suíços. Assim, nos anos 50, a parteurização foi uma autêntica revolução.

 

Altamente perecível, o leite passa a ser um produto que se conserva graças às embalagens em sacos plásticos. Esse progresso beneficiou a rede de supermercardos Migros – então em franca expansão e hoje a maior do país – que se populariza com o hábito das pessoas de ir buscar seu leite diariamente.

 

Em meados do século XX, todo o setor leiteiro é afetado pelos avanços técnicos. As vacas passaram a produzir mais e melhor, os leiteiros dos vilarejos foram substituídos por centrais de coleta e de distribuição e os produtores de queijo organizam a resistência frente a industrialização.

 

Uma central de propaganda

 

Em um sistema que visa garantir o abastecimento geral surge o problema da gestão e utilização dos excedentes. “Até a Primeira Guerra Mundial, o leite era muito raro e portanto não havia necessidade de publicidade. Em contrapartida, depois da guerra a produção era excedentária e então foi preciso recorrer à publicidade”, sublinha Peter Moser.

 

“Beba leite!”, intima o primeiro cartas, em 1922. No mesmo ano foi criada a Central de Propaganda da Economia Leiteira. Foi o começo de uma série de campanhas publicitárias para fazer do leite uma bebida nacional.

 

Além de estandes de degustação, a central usa todos os recursos disponíveis – cartazes, anúncios nos jornais, filmes etc – para louvar os benefícios do leite. Ela ocupa também os espaços públicos. A partir dos anos 30, as distribuições de leite se multiplicam nas escolas, no exército, em festas populares, locais de lazer e estações ferroviárias.

 

Entre estatização e liberalização

 

As campanhas intensificam-se em todo o país e, em 1960, a mensagem era clara: “Os homens fortes bebem leite”, em uma espécie de paroxismo publicitário. Paralelamente, a distribuição de leite nas escolas começa a ser criticada. Certos médicos julgam-na “estúpida” porque “o estômago dos alunos que bebem 200 gramas de leite ainda está cheio na hora do almoço”.

 

A mesma idéia é defendida atualmente por dietetistas em muitos países mas desmentidas pela explosão da demanda de leite em países com a China e a Rússia, o que provoca o aumento dos preços depois de anos de queda.

 

E Peter Moser conclui como historiador: “Na época, a Suíça julgou necessário regulamentar um setor que hoje está sendo liberalizado. Ora, a sociedade tem dificuldade em aceitar as oscilações de preços em matéria de alimentação. Os discursos poderão, portanto, mudar rapidamente.”

 

swissinfo, Carole Wälti

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por Rebeca Rocha

Recife – Conhecimento, cultura, história e muita riqueza literária. Isso se encontra na VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. E não existe ambiente mais propício para o lançamento do livro ‘A Civilização do Açúcar’.

Resultado do projeto iniciado em 2006 pelo Sebrae e a Fundação Gilberto Freyre, a publicação é fruto de seis seminários que estudaram a cultura, civilização, patrimônio, gastronomia, religiosidade e presença judaica em Pernambuco. O trabalho foi lançado nesta quarta-feira (10), às 19h, no estande do Sebrae, na Bienal, em Recife.

O livro foi elaborado com a colaboração de seis estudiosos que, a partir dos conhecimentos na história da sociedade açucareira, contribuíram para desenvolver um conteúdo literário que engloba diversos campos de uma civilização. Cada capítulo foi escrito por um colaborador e todo o trabalho foi organizado pela antropóloga e ensaísta Fátima Quintas, que também escreveu quatro capítulos da publicação.

Em 109 páginas, a escritora aborda a cultura, o patrimônio, a cana, os engenhos, a família patriarcal, os personagens, os costumes, a moda e sua força social na sociedade açucareira.

No tópico seguinte, o arquiteto, urbanista e historiador José Luiz Mota Menezes fala da casa grande, capela e senzala, abordando a unidade produtora de açúcar no Brasil. Conta sobre as primeiras casas do século XVI, as mobílias, as capelas rurais, as senzalas e os engenhos.

O antropólogo e museólogo Raul Lody escreve sobre religiosidade, fé, festa e cotidiano. Toda a culinária da sociedade dos senhores de engenho é contada pela pesquisadora gastronômica Maria Letícia Monteiro Cavalcanti. Por fim, a história da cultura dos judeus em Pernambuco é relatada pela historiadora Tânia Kaufman, num capítulo dedicado à memória judaica no mundo do açúcar.

Projeto

A obra é o primeiro resultado do projeto turístico de Roteiro Integrado da Civilização do Açúcar. O trabalho pretende analisar as potencialidades turísticas dos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, os quais formam a rota. A partir desta análise, destacar ações para atraírem visitantes, a fim de observar um outro lado da região, com muita riqueza histórica e fugir do clichê de praias e Carnaval, natural aos locais do Nordeste.

Entre as cidades que fazem parte do roteiro estão: Bananeiras, Borborema, Serrania, Guarabira, Pilões, Areia, Alagoa Grande, Alagoa Nova e João Pessoa, na Paraíba. Em Pernambuco: Goiana, Vicência, Nazaré da Mata, Itamaracá, Igarassu, Carpina, Olinda, Recife, Cabo de santo Agostinho e Ipojuca. E os municípios de Maragogi, Porto Calvo, Pilar, Marechal Deodoro e Maceió, em Alagoas.

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        Meu primeiro livro

Indicado para crianças de 5 a 8 anos, ‘Meu Primeiro Livro de Culinária’ contém receitas deliciosas, fáceis e divertidas, como ovos mexidos ensolarados, fazenda de bolinhos, vitaminas, espaguete e muitas outras. Instruções passo a passo ricamente ilustradas facilitam o acompanhamento. A autora, Annabel Karmel, é conhecida por dar consultoria aos pais sobre como alimentar seus filhos, dando ênfase na diversão. Ótima opção para entreter os pequenos nestas férias, este livro ensina a cozinhar brincando junto com pais, familiares e amigos.

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Semana passada vi o Guia na Fnac, adorei! 

São Paulo é uma das seis capitais mundiais gastronômicas, ao lado de Paris, Nova York, Roma, Buenos Aires e Lisboa.

Para provar que é possível ser um viajante, sem necessariamente viajar, a Publifolha, em parceria com a AF Guias de Viagem, criou o Guia Fique em São Paulo – Gastronomia.O guia, que apresenta um roteiro completo com mais de 80 endereços de São Paulo, retrata a culinária de 51 países espalhados pelos cinco continentes. O leitor vai explorar as variações gastronômicas de 71 regiões e cidades espalhadas pelo planeta, da América do Sul ao extremo Oriente e Oceania, passando por Américas do Norte e Central, Europa, África e Oriente Médio.

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Eu quero!!

Fui na Fnac no sábado e fiquei maluca de vontade de comprar todos os livros de gastronomia que vi. Mas alguns chamaram mais a minha atenção: As Doceiras das chefs Carla Pernambuco e da Carolina Brandão, só com receitas de doces (claro!), super bonito e bem editado e todos do Jamie Oliver, especialmente o que conta a sua viagem pela Itália, que tem uma foto mais linda do que a outra.

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Os alimentos curam

É o novo título da série 100 Receitas de Saúde, da Publifolha, que traz os benefícios dos alimentos para a prevenção e a cura de doenças

“Está com gripe? Toma suco de laranja”. A receita, habitualmente dada para quem precisa melhorar as taxas de vitamina C no organismo representa um hábito milenar, ligado à medicina natural, que remonta ao antigo Egito.

Os tratamentos de saúdes caseiros, feitos à base de alimentos e plantas medicinais, vêm sendo utilizados ao longo dos séculos como medidas preventivas no tratamento de doenças.
O livro 100 Receitas de Saúde – Alimentos que Curam, lançamento da Publifolha, reuniu uma relação de ervas e alimentos usados no tratamento de várias doenças. Algumas receitas são de uso tópico, outras devem ser ingeridas, mas todas foram testadas e aprovadas, indicadas para atenuar sintomas e evitar o aparecimento de doenças.

100 Receitas de Saúde – Alimentos que Curam detalha as principais propriedades dos cem alimentos mais benéficos para a nossa saúde. Com textos claros que trazem a descrição e as propriedades de cada item, o leitor descobre, por exemplo, que o consumo do brócolis serve para evitar osteoporose e problemas cardíacos; e que receitas como o ungüento de noz moscada é indicado para tratar a inflamação da pele.

O livro está dividido em doze capítulos: frutas, vegetais, grãos, leguminosas, sementes, proteínas, laticínios, bebidas, óleos, ervas, especiarias e condimentos.

Ricamente ilustrado, com uma tabela de símbolos e seus significados que acompanham o texto para orientar o leitor, o livro 100 Receitas de Saúde – Alimentos que Curam apresenta dicas para se obter uma vida mais saudável.

100 Receitas de Saúde – Alimentos que Curam
Autor: Sarah Merson
Editora: Publifolha
128 páginas
R$ 29,90

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Comendo a sétima arte

Rubens Ewald Filho lança livro de receitas em São Paulo 

Márcio Rodrigo, Agência JB

06/08/2007

SÃO PAULO – Ao longo de décadas, Rubens Ewald Filho tornou-se um dos críticos de cinema mais conhecidos do Brasil. Confesso admirador das produções hollywoodianas e o maior especialista em Oscar do País, Ewald Filho lançou o livro “O Cinema Vai à Mesa” (Melhoramentos, R$ 59).

Depois de 27 livros, pela primeira vez, Ewald Filho divide a autoria de uma obra. A parceria de “O Cinema Vai à Mesa” com a jornalista especializada em gastronomia Nilu Lebert. Amiga de longa data do crítico, a idéia de realizar um livro de receitas a partir de filmes partiu dela, durante um jantar entre os dois, ambos gourmets confessos.

A dupla selecionou quase 30 filmes, ligados diretamente ou não ao mundo da gastronomia, e convidou chefes consagrados como Adriano Kanashiro, Emmanuel Bassoleil, Maria Emília Cunali, France Henry, Waldete Tristão, entre outros, para ensinar as receitas que surgem nas telas do cinema.

O resultado é um volume deliciosamente ilustrado em que cada filme, apresentado com um texto breve dos autores e sua respectiva ficha técnica, é seguido de receitas escritas de maneira simples e didática. Entre os longas-metragens escolhidos estão “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Parente é Serpente”, “Comer, Beber e Viver”, “Casamento Grego”, além, é claro de “A Festa de Babette”, “filme seminal do gênero”.

“Nossa intenção é que a viagem pelo mundo do cinema e da gastronomia seja essencialmente prazerosa. Selecionamos alguns de nossos filmes favoritos, a maioria relativamente recente e quase sempre disponível para locação, que têm em comum a celebração da boa mesa e do bom cinema”, explicam os autores.

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