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Archive for the ‘História’ Category

por Camila Verbisck

Eu não sabia que as batatas fritas eram um prato típico (e grande orgulho) da Bélgica até receber a visita do Michel no feriado da Páscoa.

Hoje, lendo algumas notícias pela internet, encontrei que foi inaugurado na cidade de Bruges (ao norte de Bruxelas) o primeiro museu do mundo sobre batatas fritas. Os idealizadores da nova atração turística dizem que além do chocolate, nada melhor do que as batatas fritas para simbolizar o estilo de vida belga.

O Frietmuseum (Museu da Frita, em flamengo) conta a história do tubérculo desde que foi descoberto pelos europeus no Peru até a chegada no Velho Continente, trazida pelos espanhóis, e a popularização depois da Primeira Guerra, quando os soldados americanos e ingleses experimentaram a batata vendida nos portos belgas.

Ao que parece, as batatas fritas ficaram conhecidas como french fries porque na Bélgica também se fala o francês.

O museu também mostra a presença do tubérculo na cultura do país e esculturas sobre o tema. Também há uma ala dedicada a explicar todo o processo de colheita até se tornar uma boa batata frita.

E o que o Michel achou da batata frita brasileira? Ele achou boa. Eu particularmente já comi muito melhor do que aquelas daquele bar da r. Augusta.

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As panquecas são muito antigas, surgiram há 9.000 anos atrás na Europa, mais precisamente na França. Acredita-se que  elas surgiram quando uma mulher derramou de forma acidental, um pouco do mingau utilizado no fogão e percebeu que ele cozinhava rápido, era fácil de se manusear e possuía um sabor muito agradável.

O hábito de comer panquecas se difundiu rapidamente por toda a Europa, inclusive tendo sido criados vários festivais em função do prato. Hoje em dia as panquecas são muito famosas no mundo todo e desde o começo do século 20, elas começaram a aparecer em vários lugares e a se tornarem bastante populares.

Aproveito pra colocar a receita de casa para a massa:

* 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
* 1 xícara (chá) de leite
* 2 ovos
* 4 colheres (sopa) de óleo
* sal a gosto

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toda vez que tomar um belo sorvete vou lembrar deles com muito carinho….rs

Os indícios mais antigos a respeito de algo parecido com o sorvete encontram-se na antiga civilização chinesa, onde se fazia um doce gelado com neve, suco de fruta e mel. Alexandre, o Grande, é visto para muitos historiadores como o introdutor do sorvete na Europa, mudando um pouco o método de fabricação, ao invés de se utilizar a neve diretamente, uma mistura de salada de frutas embebida em mel era resfriada em potes de barro guardados na neve.

Em 1292, através da viajem do italiano Marcopolo à China, foram trazidos para a Itália, diversas novidades e uma delas era o sorvete feito com leite. Essas iguarias ficaram bastante populares na França por volta de 1500, porém apenas a realeza tinha acesso às novidades, sendo que as receitas se sofisticaram bastante nesse período. No final do século XVIII, os sorvetes cremosos já haviam saído da elite e passaram a fazer parte de todas as camadas sociais, tendo também, alcançado enorme sucesso nos Estados Unidos através dos colonos ingleses.

Mesmo com todo o sucesso do sorvete, sua fabricação ainda era difícil, até que em 1846, a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que funcionava com uma manivela que, quando girada, agitava uma mistura de muitos ingredientes. Em 1851 o leiteiro Jacob Fussel abriu em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, sendo o primeiro a produzir o produto em larga escala.

Assim, o sorvete ganhava uma popularidade ainda maior e os EUA se consolidava como os maiores produtores de sorvete do mundo, sendo eles que no fim do século 19, criaram as três receitas mais famosas de sorvete: o sundae, a banana split e o ice cream soda, que fazem sucesso até hoje e são símbolos da cultura do país.

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Hummm 

por Claudia Midori

Após uma discussão básica com a Regina, continuo escrevendo estrogonofe! Ela diz que é strogonoff porque tem origem alemã! Rê, não é alemão!!!

O estrogonofe é um prato de origem russa, na verdade chamava-se Strogonov. Tudo começou no século XVI através da alimentação dos soldados russos, que comiam rações de carne cortadas em barris com sal grosso e aguardente para preservar o alimento.

Através de um cozinheiro do Czar russo Pedro, o Grande, a comida foi melhorada e refinada. O general que protegia o cozinheiro se chamava Strogonov, daí surgiu a idéia de colocar esse nome ao prato. Posteriormente com a Revolução de 1917 e a imigração dos russos para a Europa, a receita chegou à França, onde foi refinada mais ainda, chegando à forma que conhecemos o prato atualmente. O sucesso do estrogonofe tem tanto sucesso, que junto com a lasanha e o filé à parmegiana, é atualmente um dos dez pratos mais vendidos no mundo.

Se depender de mim, do meu namorado e da Regina, o estrogonofe vai continuar entre os 10 pratos mais vendidos no mundo por muito tempo! Foi a primeira comidinha que fizemos no feriadão!!! Nem preciso dizer que cozinhei o suficiente para seis pessoas e os três rasparam a panela!!! Bommmmmmmmmmmmmmmmm

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Por Camila Verbisck

Assistindo televisão ontem à noite, me surpreendi com a propaganda na TV a cabo de um tradicional restaurante de Santo André, o Baby Beef Jardim, que está promovendo o Festival do Risoto. Aliás, muito bom o comercial, que conta a história do prato.

Foi mais ou menos assim que nasceu o risoto….

O risoto com arroz branco ou Risotto alla Milanese foi inventado pela mão do mestre Valerio di Fiandra, responsável pela criação dos vitrais da Catedral de Milão.

O artista era muito sábio no dosar e mesclar as cores em suas obras de arte e conhecido também por apreciar a boa comida e bebida de sua Terra.

Fiandra ia seguido a uma taberna local onde podia apreciar um bom vinho. Sem imaginar, sempre que mestre Fiandra estava em meio aos vinhos e às delícias da cozinha italiana, sua filha observava escondida tudo o que acontecia naquele “local proibido”.

Com o tempo, a jovem acabou apaixonando-se pelo filho do proprietário da taberna, e em setembro de 1574 os dois casaram-se. Durante os preparativos da festa de casamento, Fiandra deixou cair um pedaço de açafrão dentro do risoto. A lenda conta que a atitude de Fiandra foi uma demonstração de ciúmes pela filha.

O resultado dessa mistura acidental foi conhecido no final da noite quando os convidados começaram a procurar o cozinheiro da saborosa invenção.

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Por Camila Verbisck

Depois do comentário de Nádia Cordeiro Machado, também ficamos muito curiosas para saber a história da coxinha. Como a gente nunca tinha pensado nisso antes?

Encontrei um site que fala de uma lenda sobre o surgimento do salgado. Não sabemos se foi isso mesmo, mas dizem que no interior de São Paulo, em Limeira, morava na fazenda Morro Azul o filho da Princesa Isabel e do Conde D’Eu. O menino cresceu isolado da corte porque era considerado deficiente mental.

Entre os caprichos do menino, quando ele gostava de algum alimento, comia só esse tipo de comida. Ele gostava muito de peito e coxas de galinha.

Uma vez, a cozinheira da fazenda percebeu que não tinha frango suficiente e resolveu transformar uma galinha inteira em coxas. Assim surgiu a coxinha de frango!

A história também diz que a Imperatriz Tereza Cristina experimentou a iguaria em uma de suas visitas a Limeira e resolveu levar a receita para ser servida nas festas da realeza brasileira.

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Por Camila Verbisck 

O primeiro fast food no Brasil surgiu no Rio de Janeiro e há controvérsias se foi uma rede de lojas de sorvetes chamada Falkenburg, que vendia exclusivamente sorvetes de baunilha ou se foi o Bob’s, que lançou o hot-dog, o hambúrguer, o milk-shake (que ainda não devia ser o de ovomaltine!) e o sundae. Isso aconteceu no comecinho da década de 50, quando o Rio ainda era a capital federal.

A rede-monopólio MacDonald’s só chegou por aqui em 1979, em São Paulo. Hoje, o Brasil é o oitavo mercado da rede, com 1.146 pontos de venda sendo 544 restaurantes, 602 quiosques e 49 unidades de McCafé, empregando 34.000 pessoas, segundo dados de 2005.

Eu, que nasci em 1982, vi o primeiro MacDonald’s se instalando em São Bernardo do Campo. Naquela época as coisas demoravam tanto! Lembro que ir lá era motivo de festa, de tão caro que era! A alegria de ir ao MacDonald’s era tanta que na minha formatura da pré-escola, em vez de fazer festinha para os pais, minha turminha decidiu comemorar no restaurante.

Hoje fast food é sinônimo de lucro. É só analisar, já viu shopping que dá certo e não tem MacDonald’s ou pelo menos um quiosque de sorvetes da rede na praça de alimentação? É bancarrota na certa…

Ontem eu almocei no Burger King, o último exemplar dos péssimos hábitos alimentares americanos que chegou ao Brasil. E vi que é isso mesmo, prefiro muito mais o BK ao MacD… Não sei se é porque tem menos gosto de industrializado, se é o gostinho de churrasco do hambúrguer, se é porque tem tomate e alface de verdade, se é porque o atendimento é mais espontâneo…

Só tenho certeza de que comer no MacD é vício, raramente alguém come lá e fala, com convicção: “Eu acho o MacDonald’s a melhor comida do mundo!”

É igual tomar Coca-Cola, ninguém toma porque gosta, mas isso é assunto para outro post.

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Por Camila Verbisck

Hoje encontrei uma revista Aventuras na História (janeiro/2007) com uma reportagem de capa sobre a Marie-Antoinette. Além da matéria ser super interessante (e eu me interesso especialmente pela rainha-diva), tem uma receitinha do famoso brioche.

A receita parece ser bem fácil de fazer, apesar de ser demorada.

Anota aí:

Brioches

Ingredientes
1kg de farinha de trigo especial
150g de açúcar
20g de sal
10g de fermento biológico
650g de ovos (cerca de 1 dúzia)
600g de manteiga em temperatura ambiente

Preparo
1. Misture os ingredientes até formar uma massa homogênea, que não grude;
2. Deixe descansar por 20 minutos, cobrindo a vasilha com um pano úmido;
3. Amasse novamente a massa durante 10 minutos;
4. Divida a massa em 5 bolas de 500g. Deixe descansar na geladeira por 12 horas;
5. Transforme cada bola em uma bisnaga e coloque-as numa forma de pão untada;
6. Deixe crescer por uma hora e meia (ou menos, se a temperatura ambiente for mais de 24ºC);
7. Pincele a parte de cima dos brioches com um ovo batido e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC, de 35 a 45 minutos.

Curiosidades
* Apesar de todo mundo saber, Marie-Antoinette não disse a célebre frase: “Se não tem pão, que comam brioches!”. Muito pelo contrário, a última rainha da França se preocupava com o preço que a população pagava pelo pão…
* O brioche é um pãozinho de origem normanda, mas outras fontes apontam que ele surgiu na Áustria.
* Os franceses dividem os produtos que podem ser comprados nas charmosas boulangeries em três categorias: pâtisserie (os doces todos confeitados e engordativos), boulangerie (os pães propriamente ditos, como a baguette) e viennoiserie (com o exemplo mais famoso o brioche).

Para quem quiser saber mais sobre Marie-Antoinette, vale a pena assistir o filme da Sophia Coppola. Quem gosta de ler, pode também se aventurar pelo livro que foi base para o filme.

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Ponto Chic 

por Claudia Midori

São Paulo da garoa, os carros, os bondes, as damas de “tailleurs”, os homens de terno e chapéu circulam pelas ruas de paralelepípedos. As senhoras se reúnem para o chá da tarde e aproveitam para tirar longas baforadas de seus cigarros fincados em elegantes piteiras. Os homens procuram manter seus sapatos brilhantes, naqueles engraxates de costume…

Os modernistas se insurgem contra as regras ditatoriais que lhe tolhe o poder da criação. É a Semana de Arte Moderna. No burburinho das máquinas a todo vapor da Indústrias Matarazzo a cidade avança a passos largos. Constroem-se arranha-céus, viadutos, pontes, abrem-se ruas, trilhos são instalados pela Light.

… o lambe-lambe, próximo ao homem do realejo, convida a todos para registrar aquele momento, enquanto o periquito daquele tira a sorte para uma moça bonita à qual o namorado quis presentear.

… o bar é inaugurado em data próxima à Semana de Arte Moderna e logo ganha fama devido suas instalações consideradas modernas e “chique” e seus frequentadores referm-se ao ponto como o chic da cidade e logo essa colocação fica resumida a Ponto Chic.

Assim nasce o bar mais famoso de São Paulo, o Ponto Chic. Muitas são as histórias relacionadas a ele, passando por Madame Fifi com suas francesas nos altos do mesmo prédio, assembléias de estudantes da Faculdade São Francisco, MMDC e a Revolução de 32, a invenção do sanduíche mais famoso do Brasil, o BAURU!

Depois de ler o post da Jaci fiquei com vontade de conhecer o Ponto Chic. Faz tempo que queria ir e nunca dava certo – sábado fui com meu namorado experimentar o “tal” bauru na Praça Oswaldo Cruz, 26, no Paraíso, em São Paulo.

Devo dizer que adorei o tratamento cordial, super atencioso do Sr. Souza, que atendeu a gente e explicou com toda a paciência a diferença entre os pratos. Meu apelido deveria ser “do contra” – exatamente pela minha escolha (ou escolhas). Não pedi o tradicional bauru no pão francês e torci para que meu namorado também escolhesse algo diferente do meu.

Escolhi o Bauru com fritas (R$ 21,60) – veio o tradicional rosbife, tomate, pepino, queijo e batata frita no prato. Estranhei a falta do pão, mas havia umas rodelas de pão com uma manteiga deliciosa que veio de entrada. Faltou mesmo foi uma saladinha.

Meu namorado optou pelo Seleto no pão sírio (R$ 21) – além do que vinha no meu, tinha presunto. A aparência era melhor que o meu prato.

Enfim, adorei o lugar. Só tive que devolver meu prato porque o rosbife estava frio e o queijo morno. Pedi para o Souza esquentar. Segundo ele, os clientes que conhecem a casa sabem que o rosbife é frio, mas eu não sabia e preferi ele quente. Acompanhado de uma Coca-cola geladinha com limçao. Sábado finalmente o solzinho saiu para esquentar a gente!!! Total: R$ 53,24 e clientes satisfeiros.

Ponto Chic
Paissandu – Largo do Paissandu, 27
Tel.: 3222-6528
Paraíso – Praça Oswaldo Cruz, 26
Tel.: 3289-1480
Perdizes – Largo Padre Péricles, 139
Tel.: 3826-0500

www.pontochic.com.br

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Sushi

É do mar que o Japão retira os principais alimentos que compõem a sua cozinha. O sushi, talvez o prato mais conhecido da culinária oriental, é a combinação do arroz com os pescados crus. 

Antigamente os peixes para serem transportados para outros lugares eram conservados no arroz cozido. Os japoneses sabiam que o arroz liberava o ácido acético e láctico que garantiria a qualidade por mais tempo. A técnica também era usada pelos pescadores que ficavam pescando em alto mar, criando-se assim o sushi prensado.

No século XVIII um cozinheiro chamado Yohei decidiu parar de utilizar o peixe fermentado e passou a oferecer algo parecido com o que conhecemos por sushi. A preparação se tornou muito popular em Osaka que na época era a capital comercial do Japão. Era justamente nesta cidade que se reuniam os comerciantes de arroz.

Osaka está situada na região de Kansai e assim ficou conhecido o estilo de sushis enrolados em algas, decorados e apresentados de forma alegre e colorida. Já na região de Tókio o estilo era o Edo e cujo melhor exemplo é o nigirizushi, aquele bolinho de arroz coberto com o peixe sem a utilização da alga.

Em meados do século XIX, começou-se a utilizar o vinagre, o wassabi e o gengibre, pois eles tinham fortes poderes antibacterianos e havia uma grande preocupação quanto a manipulação e o consumo dos peixes crus. Surgiram assim, os primeiros quiosques que faziam sushi no formato que conhecemos hoje.

Saiba mais: http://culinaria.terra.com.br/dicas/ingredientes/0,,OI545981-EI149,00.html

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