Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Convidados’ Category

Léo em ação

Por Léo Dias

As pessoas quando aprendem a cozinhar, seja por necessidade ou pela vontade de aprender ou ainda pelo hobbie de cozinhar têm um dilema: até onde é bom?

 

Eu sempre ouvia minha mãe se queixar de não saber o que preparar para a janta, pois meu pai com sua “simplicidade” não gostavam que repetisse o menu. Pois bem, anos se passaram e ela não cozinha mais. Quem cozinha é minha vovó, com seus 81 anos. Ela cozinha bem, tem suas especialidades, e adora cozinhar pelo prazer da sensação de cuidar da família.

 

Já minha mãe, gosta de doces. Pois, segundo ela, além de mais saborosos são mais flexíveis às invenções de ingredientes e claro que uma boa sobremesa tem seu charme, além de ser lembrada sempre. Inclusive, ela faz alfajor caseiro que eu em breve lhes trarei a receita.

 

Eu, por sua vez, aprendi a cozinhar vendo minha mãe e minha avó cozinhar. Sempre fiquei na cozinha conversando e observando tudo com muito cuidado e aprendi bons truques.

 

Numa determinada fase de minha vida eu adotei a cozinha como terapia. E foi a melhor que achei, juntamente com as corridas, mas esse assunto fitness não vem ao caso.

 

Comecei ajudando a cortar cebolas, mexendo panelas e fui evoluindo. Criei minhas receitas e freqüentemente assumo a cozinha nos finais de semana – principalmente aos domingos. Bolei um molho de tomate que é incrível, reconhecido pelas minhas “professoras”, inclusive como o melhor já provado em casa.

 

Avancei, inventei uma picanha ao forno maravilhosa e uma costelinha suína que na última vez que a preparei para 12 pessoas, foram quase 4 quilos consumidos em breves minutos. E isso é prazeroso. É proporcionar sensações diferentes, aguçar o paladar alheio, é tomar o vinho e bater papo enquanto frita a cebola. E isso é cozinhar, um ato em grupo com um único objetivo, fazer um prato agradável aos mais variados paladares.

 

Para mim, cozinhar é reunir amigos e familiares, é bater papo, é ficar ali, com o avental e pano de prato no ombro com um olho no fogão e outro na taça. É inventar um petisco enquanto se cria uma nova combinação e atrasa-se o almoço ou o jantar, é abrir a parte mais familiar de uma casa, a cozinha. É encantar pelo paladar, é deixar inebriado a quem provar o tempero e dividir esse êxtase com quem se gosta. É cozinhar com prazer.

 

E depois dessas horas prazerosas e de grandes encontros, dividimos a louça, terminamos o vinho, e todos saem com a sensação de um agradável bem-estar e de um abraço feito com uma das receitas que se pôs em prática…

 

E, para você, como é cozinhar?

 

Anúncios

Read Full Post »

Por Leonardo Dias

 

Hoje acordei disposto a duas coisas: a ir trabalhar de tênis independente de qualquer política de trajes e escrever para o Comidinhas, e já que para mim um é simples e o outro é prazeroso, faltava o tema.

 

Veio então a idéia de trazer uma discussão curiosa: o por que de determinados alimentos ou bebidas lembrarem situações. E isso, afinal nos ajuda ou nos atrapalha? Eu mesmo, quando bebo Jack Daniel’s, lembro de meu irmão. Quando bebo vinho associo isso a um encontro, já que tem romantismo implícito. Mas nenhum nome em especial, apesar de ter sido uma pessoa especial a responsável por eu ter conhecido esse néctar e ter adquirido o hobbie.

 

Quando eu era criança (e faz um certo tempo!) minha mãe fazia uma fornalha de um bolo chamado Nêga maluca. Era simples, de chocolate com uma casquinha incrivelmente deliciosa. Eu e meu irmão comíamos no recreio da escola e nas tardes, vendo televisão. Sempre lembro dela quando como esse bolo, que poucos conhecem hoje em dia.

 

Ainda nessa época áurea da minha vida, aos domingos muitas vezes almoçávamos na casa da minha avó. Tinha o menu mais tradicional do mundo, e que todos adoravam, com arroz, salada de maionese, frango, lagarto (nunca fui fã desse), macarronada, farofa e de sobremesa pudim de leite. Ahhh, que festa!

 

Toda vez que eu comer (e ainda falta experimentar) o brigadeiro de capim santo, vou lembrar da Claudia. Ela se derrete em elogios ao lembrá-lo. Já um amigo meu é viciado em Blend Brasil (da Starbucks), toma um todo dia após o almoço e, quando não há escapatória, ele me convida para um café. Não sou fã, mas tomo.

 

E você, lembrou de alguém? E estava comendo ou bebendo o quê?

 

Bom, se você me der licença vou tomar um expresso de máquina… ah, e lembrarei de um amigo que sempre o chamará de “entorta-tripas”, de tão forte que é…

Read Full Post »

Banana Daiquiri

 

Por Caroline Marino

 

Garçons com chapéu de palha, camisa branca e calça bege. Homens fumando tranqüilamente charutos. Luz baixa. Música ambiente. Essas são as primeiras coisas que se notam ao entrar no Esch Café, uma mistura de bar, restaurante e tabacaria que representa a La Casa Del Habano, tradicional casa cubana. Porém, o lugar é mais do que isso. Esconde um ambiente fino e ao mesmo tempo tranqüilo com público cativo (na maioria homens na faixa dos 40 e 50 anos), garçons simpáticos e cardápio variado. O que nos levou até lá (eu e a Claudia) foi o lançamento do Daiquiri Day, comandado pelo mestre Derivan de Souza todas as segundas, a partir do dia 21 de abril. A carta é composta por seis drinks: Daiquiri Floridita, Banana Daiquiri, Daiquiri Chiclet, Daiquiri Hemingway, Daiquiri Fraise, Daiquiri Mulata.

 

Escolhi o Banana Daiquiri (ron, suco de limão, licor de banana, açúcar e gelo moído) e a Claudia preferiu o Daiquiri Hemingway (ron, suco de limão, marasquino e gelo moído). Além de bonitos, os dois são ótimos. Para quem gosta de bebidas mais doces, o Banana Daiquiri é melhor, pois a banana e o açúcar suavizam o gosto forte do limão. Mas quem prefere sabores mais fortes, o Daiquiri Hemingway é uma boa pedida.

 

Para acompanhar as bebidas, foi servida uma porção de pastel (queijo e carne) – bem sequinhos e saborosos –, carne ao molho madeira com pães de forma e uma cesta com outros tipos de pães. A carne tinha uma cara ótima e o aroma dava vontade de experimentar, mas já que não como carne, experimentei apenas o molho (que é muito bom). A Claudia aprovou a carne.

 

O lugar convive bem com todos os gostos. Os amantes de charuto sentem-se em casa, pois além de poderem fumar à vontade, têm à disposição uma charutaria no fundo do bar. Mas quem não gosta da fumaça de um habano, pode ficar na parte de dentro do bar em um lugar reservado para não fumantes.
 
Esch Café
Alameda Lorena, 1.899, Jardins
Tel.: (11) 3062 2285

Read Full Post »

                                     Torta Brigadeiro

 

por Caroline Marino

 

Aproveitei que consegui sair mais cedo do trabalho essa semana e fui com a Claudia no Amor aos Pedaços perto de casa para comer um brigadeiro (adoro o de lá). Quando entrei me deparei com um daqueles festivais que a loja faz sempre, sabe? Tem do morango, tem do dia das crianças… Tive sorte de ser o meu preferido: o tradicional Festival do Chocolate! Foi difícil escolher apenas um doce com tantas opções irresistíveis a qualquer chocólatra. Mas como já fui pensando no brigadeiro, escolhi a Torta de Brigadeiro: quatro camadas de massa crocante branca, recheadas com brigadeiro e cobertas com chocolate e crocante. Preciso dizer mais alguma coisa? A torta é leve, crocante e tem gostinho de brigadeiro feito em casa (aqueles de panela, sabe?). Vou voltar lá para experimentar o Bolo Cookie de Chocolate (massa cookie recheada com creme de chocolate, creme trufado, calda de chocolate e de caramelo, e farofa doce, coberto com creme trufado, calda de caramelo e de chocolate). Já estou com vontade.

O Festival vai até 12 de junho

 

Amor aos Pedaços – Moóca
Av. Paes de Barros,1875
Tel: (11) 6128 1594

Read Full Post »

                                  regina

por Regina Lara Stevanatto

Encontrei um site de uma parceria da Adidas com a Diesel muito bacana. São 83 jeitos originais para ter sucesso perdendo seu tempo. A idéia é que as pessoas mandem fotos, desenhos, vídeos seguindo os 83 temas.

O tema 26 é “coma como um rei”.
O engraçado é que como os temas são subjetivos as interpretações são muito diferentes uma das outras.

Estranhei não haver nenhum post brasileiro, mas muitos argentinos e franceses (o que mostra que não é campanha regional, é para todo mundo participar).

Piadinhas como “Eat like a king in the Mc Donalds” fazendo um trocadilho com o Burger King e o Mc Donalds dividem espaço com fotos de churrascos, lanches e todo tipo gosto pessoal para pratos favoritos. Eu testei e a foto entra na hora, não tem um mediador que deixa ou não seu post entrar.

E para você, o que é comer como um rei?

 

Link

http://diesel.adidas.com/83ways.php

Read Full Post »

                                 Octodog

por Regina Lara Stevanatto

Em minhas navegações internáuticas descobri que há um site chamado Coll Hunters, dedicado a, literalmente, caçar as melhores opções de fotografia, moda e gastronomia. Em contrapartida, um grupo (acredito que argentino) se dedicou justamente ao contrário: glorificar o brega, nerd e o geek.
A sessão de comidas e bebidas destaca o engraçado Octodog, um pequeno aparelho que transforma sua salsicha em um simpático polvo com o lema que comida também pode ser divertida.

 

Há também inúmeras fotos do USB Wine, um aparelho que conectado ao computador libera vinho, ótima opção para quando seu chefe está tão chato que a única opção é encher a cara para esquecer. Agora não precisa mais esperar a hora do almoço para tomar aquela cervejinha…

 

Mais fotos ainda do Tailandês Modern Toilet, onde todas as mesas, pratos e comidas se assemelham a um banheiro. E o banheiro, claro a uma cozinha.

 

Outro lugar bacana é a Taverna do Moe, dedicada ao “simpático” personagem dos Simpsons. Localizada em San Cristóbal, Buenos Aires, tem a aconchegante aparência de um boteco de esquina.

 

O site tem versão em inglês e espanhol.

Links

Octodog

http://octodog.net/index.htm

 

Uncoollhunter

http://www.theuncoolhunter.com/home.php?idioma=ENG&id_categoria=15

  

Read Full Post »

Feijuca no Camauê

            Feijuca

por Léo Dias

Sábado, dia 5, São Paulo combinava com uma bela feijoada. Não estava frio, nem quente, temperatura amena. Com tantas opções de feijoadas em Sampa, aceitamos (eu e a Claudia) um convite para provar a feijoada do restaurante Camauê, no hotel Holiday Inn.
 
Apesar das poucas placas na Marginal, chegamos no Camauê às 13h. O atendimento de mesas é muito bom e ágil. O couvert com queijos é pequeno mas saboroso. Trouxeram em seguida um prato com lingüiças, torresmo e torradinhas para beliscar. A torradinha e o torresmo eram muito bons – saborosos e bem feitos, já a lingüiça… veio fria, gelada. Eu diria que é dispensável pelo seu sabor.
Falando em temperatura, posso afirmar que há uma ligeira deficiência nesse quesito. A feijoada é separada por ingredientes, o que me agrada muito e acho adequado, mas servir costelinha de porco frita como aperitivo…e ainda por cima fria – assim como a lingüiça e a quiche que é muito bem feito, mas que fria perdeu a graça. É um pecado num sábado de baixas temperaturas.

A mesa de saladas é bem interessante com opções como presunto cru, shitake com queijo minas, três opções de queijos e bastante variedade de folhas.

Na mesa de pratos principais, opções de legumes no vapor e frango grelhado dão opção aos clientes mais lights. Já na mesa de feijoada, feijão separado de todos os ingredientes, inclusive separado do sal e do tempero ao meu paladar. O feijão não estava saboroso e o caldo não estava grosso, como deve ser de uma feijoada típica e que estava sendo servida em torno das 14h.

O paio estava bom, a lingüiça da feijoada era um pouco fraca, sem aquela pimentinha, e que faz falta numa feijoada que se preze, mas tirando isso, o lombo, a costelinha e outros pertences estavam bem gostosos por si só e a falta de tempero do feijão não atrapalhou em nada.

Claro que houve uma grande surpresa e essa estava na mesa de sobremesas. Um brigadeiro de panela, chamado de pudim de chocolate estava incrível, com gosto de brigadeiro, servido quentinho, daqueles que nossas mães faziam para os aniversários e que comíamos na colher ainda quente por não agüentar a ansiedade em devorá-lo. Ainda comi o gostoso bavaroise de chocolate e o brownie de chocolate.

Foi uma tarde agradável, com uma feijoada que deixou a desejar em alguns pontos e surpreendeu em outros. Espero que eles evoluam porque o local é promissor, o lobby é um ambiente clean e agradável e o grupo de samba que acompanha o almoço toca durante as refeições bons sambas de antigamente, com som adequado e um tom que não atrapalha em nada o gostinho do inesquecível pudim de leite quente!

 

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »