Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Buenos Aires’ Category

Siga la vaca

Siga la vaca

Domingo aproveitei para conhecer a Feira de San Telmo na plaza Dorrego, uma feira de antiguidades que funciona das 10h às 17h em San Telmo. Um bairro bem arborizado, uma delícia caminhar por lá e dá pra chegar de subte.

Os expositores dividem o espaço com dançarinos de tango, cantores e marionetes. Um garotinho e sua irmã, que tocavam e cantavam próximo da feira perguntaram de que país eu era. Após saber que éramos brasileiros, perguntou se tínhamos real para ajudá-lo. O garoto pegou a nota de cinco reais com um baita sorriso, agradeceu e guardou o dinheiro no bolso. A Argentina não vive mais o apogeu econômico do final do século 19 e início do século 20, quando era um dos países mais ricos do mundo e da América Latina.

Minha programação era conhecer a feira na parte da manhã e 12h ir para Puerto Madero conhecer o restaurante Siga la vaca – gastamos $6,30 de táxi de San Telmo para Puerto Madero.

O porto foi prjetado pelo comerciante Eduardo Madero para acabar com os problemas causados pela pouca profundidade das águas costeiras que não recebiam navios maiores – que eram obrigados a desembarcar as mercadorias e passageiros em lanchas. O porto demorou 10 anos para ficar pronto e há 10 anos está desativado.

Mas, voltando ao Siga la vaca! Adorei o restaurante. Espaçoso, iluminado, com vista para o rio da Prata, confortável, com bons preços e a comida é muito boa. Existe uma variedade grande de saladas, carnes muito macias e saborosas, bebida e sobremesa num valor fixo (colocarei os valores no final do texto). Entre as sobremesas: salada de frutas, torta de maçã, pudim de pão, flan, profiteroles, mousse de chocolate, queijo com doce de batata, panquecas, sorvete e bombom suíço – o sorvete em formato de bombom. O Siga la vaca abre às 12h30 e meia hora antes já tinha fila, mas tudo muito organizado e rápido. Atendimento excelente!

Buenos Aires está às margens do rio da Prata, mas há poucos lugares onde o rio é visível. Após almoçar e experimentar mousse de chocolate e um profiterole gigante e maravilhoso, resolvemos passear pelo bairro. Fomos conhecer a Puente de la Mujer, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, tiramos algumas fotos e aproveitamos para ver uma exposição fotográfica instalada pelos quatro diques de Puerto Madero. Vale a pena caminhar pelos calçadões, sentar em um dos banquinhos e apreciar a paisagem, se tiver sol, melhor.

Após flanar por Puerto fomos (de novo) para o Caminito. A passagem anterior havia sido rápida demais para conhecer o lugar. Após visitar as casinhas coloridas, antigos cortiços, paramos para descansar um pouco e aproveitamos para ver o jogo do Boca Juniors pela televisão de um barzinho muito fofo que não lembro o nome e experimentamos deliciosas empanadas de carne, foi a única vez que comi empanadas em BA.

Depois de ouvir de alguns lojistas que era melhor sair do bairro té o final do jogo para evitar as confusões pós-jogo, principalmente porque o Boca estava perdendo, voltamos para o hotel e descansamos um pouco. De banho tomado e enegia recuperada, fomos para o shopping Abasto, o maior shopping da cidade, uma bela construção de 1934, onde funcionava um mercado de frutas e verduras.

Acabamos jantando no shopping. Escolhi um restaurante de comida chinesa, o Magic Dragon. Pedi arroz, frango ao curry e rolinho primavera, com a bebida saiu $ 14,80 pesos. O arroz era um pouco duro, mas o rolinho primavera e o curry estavam deliciosos. Não amante da culinária chinesa, meu namorado preferiu o Burger King – que para mim parece ser mais popular que o Mc Donal´s, mas não tenho certeza disso, posso estar falando besteira.

Meu namorado reclamou que o lanche (não sei qual) não tinha o mesmo molho que o brasileiro e reclamou que tinha vinagrete, rs. Nada a declarar!
 

(Claudia Midori)

Siga la vaca
Avenida Alicia Moreau de Justo, 1714, Puerto Madero
tel. 54 11 4315-6802
Segunda a quinta $ 31 (almoço) / $ 37 (jantar)
Sexta $ 31 (almoço) / $ 42 (jantar)
Sábado, domingo e feriados $ 42 (almoço e jantar)
http://www.sigalavaca.com/site/index.php?sec=home

Shopping Abasto
Avenida Corrientes, 3247
www.abastoplaza.com

Profiterole

Read Full Post »

Café Tortoni

Café Tortoni 

Após conhecer os principais pontos turísticos da cidade, almoçar no La Biela, conhecer o Malba – ver a exposição de 50 años de pintura de Alfredo Volpi, do David LaChapelle e acrevo (queria ver O Abaporu da Tarsila do Amaral, só havia visto uma vez em São Paulo antes dele ser comprado pelo empresário aregntino Costantini), pegamos um táxi para o Café Tortoni, já era noite, umas 19h. Fundado em 1858, com decoração art-nouveau e ambiente pra lá de aconchegante, o Café está sempre cheio. Ficamos quase 30 minutos na fila para entrar… só havia lugar vago para quem iria assistir ao show de tango realizado diariamente em uma pequena sala no final do salão.

O Tortoni, que conserva a decoração da época em que foi fundado, foi frequentado por Carlos Gardel e Jorge Luis Borges. O lugar é um ícone da cidade que vale uma visita obrigatória! Gastamos $55 pesos no jantar, mas preferimos terminar a noite no Café Havanna comendo alfajores com café.

(Claudia Midori)

Café Tortoni
Avedida de Mayo, 829, Centro
www.cafetortoni.com.ar

Read Full Post »

Alfajor 

Não, ele não é argentino, mas merecia ser. A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina tem origem na cozinha árabe. O doce nasceu em Andaluzia, e seu nome vem de “al-hasu”, que em árabe significa recheado. Originalmente produzido com amêndoas, mel e avelãs, chamou-se também alaju, e chegou às ruas espanholas como alfajor. Daí para frente, sua receita sofreu várias alterações, até chegar à composição atual que usa farinha, açúcar, ovos, essência de limão e amêndoas, recheada de doce de leite e coberta de chocolate ou açúcar.

No século XVIII, em Córdoba, nos conventos e casas religiosas, mãos habilidosas preparavam entre outros doces um biscoito de formato quadrado, unidos entre si por doce de leite e cobertos de açúcar, era chamado de tableta.

O pioneiro dos alfajores argentinos foi, em 1869, D. Augusto Chammás (químico francês que chegou em 1840) que inaugurou uma pequena indústria familiar dedicada à confecção de doces e outros confeitos. Só tenho uma coisa a dizer a ele, muito obrigada! Adoro alfajor!

Na Argentina o alfajor é um produto de primeira necessidade, há sempre um Café Havanna aberto até meia-noite e, claro, sempre tem alguém apreciando um saboroso café com o doce. O Havanna tem uma torta – que nada mais é – que um alfajor imenso. Não consegui comer o pedaço inteiro, mas é uma delícia!!! No menu, a torta vem acompanhada de um pequeno suco de laranja e um copo enorme de café com leite.

Assim como a carne e o couro, o alfajor é uma instituição nacional, e o Café Havanna também. Criada em 1947 em Mar del Plata, a 400km de Buenos Aires, o Havanna foi comprado por US$ 85 milhões em 1998 pelo Exxel Group. Há aproximadamente 20 cafés na cidade, onde você pode tomar um café acompanhado do alfajor ou do havannet, outra delícia da marca. Além de vender os tradicionais alfajores, a empresa atualmente é conhecida pelos seus cafés, que já tem 17 unidades no Chile, cinco no Paraguai e algumas (poucas) em São Paulo. Para nossa alegria, a empresa, com parceria do grupo Bright Star Foods, espera inaugurar 15 cafés nas regiões sul e sudeste do Brasil.

*Para quem já foi para Buenos Aires deve ter estranhado a foto que, realmente, não é do Café Havanna. Infelizmente, saí de BA sem uma foto do Café Havanna! As fotos são da Brioche Dorée (calle Florida, 753, na Galerías Pacífico, que também produz alfajores deliciosos e fresquinhos!  

alfajor1.jpg

(Claudia Midori) 

Café Havanna
Calle Guido, 1996
segunda a sexta e domingo, das 9h às 21h30
sextas e sábados, das 9h às 1h30
www.havanna.com.ar

Read Full Post »

Mães na Plaza de Mayo

Hoje minha prima pediu algumas dicas de BA – ela viaja no final do mês. Aproveitei para escrever aqui o mesmo que vou enviar por e-mail do que acho essencial na cidade de Borges…

* Tirar fotos do Caminito
* Saborear “o” bife de chorizo e uma boa parrilla
* Assistir a um show de tango
* Caminhar pela calle Florida
* Ir a alguns cafés tradicionais como o Tortoni ou o La Biela
* Experimentar (mais de uma vez) alfajores e empanadas
* Ir a San Telmo em um domingo para dar uma olhadinha na feirinha de antiguidades e lebrancinhas na Plaza Dorrego, uma cervejinha ou café também são programas imperdíveis
* Ver a Casa Rosada, a Plaza de Mayo e o Obelisco
* Pegar a linha A do subte para conhecer o mais antigo metrô da América Latina, inaugurado em 1913
* Percorrer os belíssimos jardins de Palermo
* Conhecer alguns museus da cidade, entre eles o Malba-Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Av. Figueroa Alcorta, 3415, abre das 12h às 20h, fecha às terças). Boa oportunidade para ver algumas obras dos brasileiros Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral (é lá que está O Abaporu), Lígia Clark e outros.

Buenos Aires tem atrações gastronômicas irresistíveis, a começar pela carne, com fama de ser a melhor do mundo! Para compreender o cardápio, algumas dicas:
al punto – ao ponto
bien hecho – bem passado
bife de chorizo – contra-filé
bife de lomo – filé mignon
bife de tira – costela assada
bife de costilla – chuleta
chorizo – linguiça
vacío – maminha
vuelta y vuelta – mal passado, quase cru
morcilla – chouriço
A boa parrilla argentina não tem só corte diferente do brasileiro. A grelha argentina (ou parrilla) fica inclinada e não são cilíndricas, além disso, a gordura sempre fica pra cima, assim ela derrete e escorre pela carne, deixando mais saborosa, mas será essa a única diferença? Aqui acendemos o carvão na própria churrasqueira onde a carne é feita, mas na Argentina ela é acesa em uma fornalha separada e levada para baixo da grelha. Assim, os gases do carvão não alteram o sabor da carne.

(Claudia Midori)

Read Full Post »

Persicco

Buenos Aires tem duas sorveterias mais famosas, a Freddo que falei no post anterior e a Persicco. A primeira é fácil de encontrar, há pelo menos uma por bairro. Já a Persicco… encontrei apenas uma, na mesma avenida que ficamos hospedados, mas longe, longe, muito longe do hotel que fomos de subte, o metrô dos argentinos.

Para chegar na sorveteria é preciso usar a linha A, a mais antiga de BA, e descer na estação Acoyte. É fácil achar a sorveteria. Com decoração mais clássica e bonita que as unidades da Freddo, a Persicco é mais cara e muito procurada para aqueles que gostam de tomar o café da manhã na rua, ao ar livre, ou simplesmente para não ter que fazer em casa.

Pagamos:
$ 6,50 capuccino
$ 4,00 água
$ 6,50 torta de chocolate com banana
$ 6,50 tiramissu

Comecei pela torta de banana com chocolate e parei no segundo pedaço, não sou fã de banana… e pedi um tiramissu que não diria sem graça, mas já comi melhores aqui em São Paulo. Ou seja, não dei muita sorte na Freddo…

(Claudia Midori)

Persicco
Avenida Rivadavia, 4933

Read Full Post »

                                              Legendary 10

Eu e meu namorado tínhamos decidido que no primeiro dia iríamos no Hard Rock de BA comer o Legendary 10 Burger. Eu havia experimentado em Hong Kong e tinha falado do tamanho monstruoso do lanche. Não consegui terminar o lanche inteiro… mas meu namorado devorou tudo antes de eu terminar meu lanchinho. Um vitral dos Beatles (lindo) e o ambiente bacana onde é possível escutar rock e algumas bandas latinas faz do lugar uma boa pedida para comer à noite.

(Claudia Midori)

Hard Rock
Avenida Pueyrredón, 2501, 2º andar
Shopping Buenos Aires Design

 Hard Rock

Read Full Post »



Buenos Aires                                                   

Desde dezembro estava programando uma viagem para Buenos Aires. Fechei o pacote em janeiro, esperei ansiosa até o final de abril para concretizar a viagem. Antes de embarcar para lá já havia comprado dois guias de BA para saber os lugares que iria conhecer e onde comer bem! Precisava conhecer a tal parrilla argentina…

No meu caderninho de anotações havia o Palácio de La Papa Frita, Hard Rock, Café Tortoni, II Gran Café, Café Havanna, La Biela e Las Violetas, além das sorveterias Persicco e Freddo. Conheci a maioria, da lista só não fui no II Gran Café, na calle Florida, no centro de Buenos Aires.

Nosso (fui com meu namorado) vôo saiu com duas horas de atraso, mas às 9h já estávamos voando. Após três horas de vôo, chegar ao hotel, fazer o check in e desarrumar as malas, fomos caminhar no centro de BA, conhecemos primeiro a calle Florida e paramos para almoçar no restaurante Ave Caesar e tapear a fome até mais tarde. À noite, fomos ao Hard Rock. Fomos assaltados pelo taxista… que cobrou 80 pesos ao invés de 8 pesos, mas deixa pra lá. É sempre bom tomar cuidado com os taxistas da cidade, dirigem feito loucos, os carros são velhos e, a maioria, amassados.  É bom ficar sempre atento e pegar apenas os rádio táxi que tem identificação da empresa e nunca pegar os remís, que sempre cobram mais caro pela corrida.

No segundo dia fomos ao La Biela, ao Café Tortoni, Freddo e Havanna, mas conto depois como foi…

(Claudia Midori)

Read Full Post »

« Newer Posts