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Archive for 23 de Abril, 2008

LiberdadePor Claudia Midori

2008 marca o centenário da imigração japonesa. Ok, isso não é novidade para muita gente… mas para mim será bem bacana. Neta de japoneses, meus avós não vieram no Kasato Maru (e não lembro o nome dos navios que trouxe meus avós, preciso voltar ao Museu do Imigrante). Para mim, a festa traz boas recordações – apenas um avô (com quase 90 anos) está vivo. Mas não é só isso, faz 10 anos que visitei o Japão, no mesmo mês que o Kasato chegou no Brasil, em junho – mês do meu aniversário.

Todo sábado estou na Liberdade. Não, não moro no bairro, apenas estudo lá. E, sempre que posso, almoço por lá mesmo. Aproveitei o último final de semana para registrar alguns lugares que frequento e adoro. O primeiro lugar é um senhor que vende takoyaki – um bolinho de polvo na loja Kaizen. A primeira vez que experimentei o tal bolinho foi no Japão. Lembro que meu primo perguntou se eu comia polvo…e eu nunca tinha comido! Fazendo careta, provei o primeiro, o segundo, o terceiro, e quis um espetinho com seis bolinhos! Nas viagens que fiz a Hong Kong descobri um lugar próximo ao hotel que fico que faz os melhores takoyakis que já comi, e vou lá todo santo dia comer takoyaki com shoyu e um pouco de maionese.

O segundo lugar que gosto é o Kanazawa. Passo lá para comprar Melona – o sorvete de melão que fez muito sucesso entre os leitores do blog! Conhecemos até a Cristina, dona de uma empresa que distribui o Melona por aí. O sorvete de melão é, inclusive, um dos posts mais lidos no Comidinhas, e está sempre nas palavras de busca de quem visita o blog.

O Banri e o Yoka são os outros lugares que visito. De vez em quando trocava o café da manhã no Café do Sol pelo Banri, mas um incidente na última visita me deixou “de bode” do lugar. Agora só vou lá para almoçar quando não pego fila. O Yoka vive cheio, até quando você acha que vai estar vazio. Sim, experimente comprar pastel num dia frio e chuvoso… você certamente vai encontrar a pastelaria cheia.

É claro que não coloquei todos os lugares que gosto na Liberdade, mas vou deixar para fazer um segundo post com dicas de outros restaurantes e lojinhas de cacarecos. Sábado tiro novas fotos!

Outras fotos

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Sushi1. SUSHI
(bolinho)

Errado: Comê-lo com o arroz virado para baixo

Certo: Levá-lo à boca com o peixe em contato com a língua

Banzai: Exige um pouco de malabarismo no começo, mas vale a pena. Afinal, as papilas gustativas que fazem você sentir o sabor da comida estão na língua, não no céu da boca. E o importante é sentir o gosto do peixe.

2. GARI
(gengibre)

Errado: Comer como entrada, sobremesa ou petisco

Certo: Utilizar entre um bolinho e outro, para limpar o paladar

Banzai: A função do gari é limpar o paladar para você encarar a próxima espécie de peixe. “Funciona como um sorbet”, explica Lumi. As lascas de gengibre devem estar rígidas – o nome gari vem do barulho produzido quando mordemos coisas crocantes .

3. WASABI
(pasta verde)

Errado: Sobre o peixe ou diluído no shoyu

Certo: Deve ser colocado durante a preparação, entre o arroz e o peixe

Banzai: Além de dar gosto, o wasabi tem funções higiênicas: é antídoto contra intoxicação alimentar – providencial para quem está comendo peixe cru – e acelera a digestão. O peixe fica menos tempo no corpo e não corre o risco de entrar em estado de putrefação

4. HASHI
(palitos)

Errado: Cruzá-los ou espetá-los no bolinho

Certo: Manter os palitos paralelos ou usar as mãos

Banzai: Espetar o hashi no bolinho lembra um ritual fúnebre japonês com incenso. Se você não sabe manejá-los, mãos à obra. “Usar os dedos está de acordo com a etiqueta. Especialmente no balcão, onde é normal fazer refeições mais rápidas”, diz Lumi.

5. SHOYU
(molho de soja)

Errado: Ensopar o sushi no molho de soja

Certo: Molhar levemente o peixe e evitar contato com o arroz

Banzai: Faça um sushiman feliz: não exagere no shoyu. “O molho deve acrescentar e não roubar sabor. É aqui que a maioria dos brasileiros erra”, diz Lumi. O arroz é temperado com vinagre e açúcar e não deve encostar no molho de soja.

Mais sobre o SUSHI

O sushi é o prato mais famoso da culinária japonesa. Sua origem é milenar e, assim como nossa carne-seca, nasceu da necessidade de armazenar peixe nas eras pré-geladeira. Para resolver o problema, pescadores alternavam camadas de frutos-do-mar com arroz numa tina de madeira coberta por um peso. Em semanas, a mistura virava um compacto e a fermentação dava o sabor ao arroz (o mesmo sabor que o sushiman consegue hoje usando açúcar e vinagre). O curioso é que a técnica pode ter surgido na China, inimiga histórica dos japoneses. É como se a feijoada tivesse sido inventada na Argentina.

No formato que conhecemos hoje, o bolinho apareceu apenas no século 18 pelas mãos do chef Yohei Hanaya, que criou uma espécie de fast food em Edo, hoje Tóquio. A idéia era servir comida rápida e acessível para trabalhadores, e os bolinhos nunca apareciam em jantares requintados. Por lá ainda é assim, e o sushi não tem nada a ver com a imagem refinada e cara que a culinária japonesa acabou adquirindo no Brasil.
Fonte: Abril.com

Leia mais no blog do restaurante Yamaai.

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