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Archive for 18 de Abril, 2008

Léo em ação

Por Léo Dias

As pessoas quando aprendem a cozinhar, seja por necessidade ou pela vontade de aprender ou ainda pelo hobbie de cozinhar têm um dilema: até onde é bom?

 

Eu sempre ouvia minha mãe se queixar de não saber o que preparar para a janta, pois meu pai com sua “simplicidade” não gostavam que repetisse o menu. Pois bem, anos se passaram e ela não cozinha mais. Quem cozinha é minha vovó, com seus 81 anos. Ela cozinha bem, tem suas especialidades, e adora cozinhar pelo prazer da sensação de cuidar da família.

 

Já minha mãe, gosta de doces. Pois, segundo ela, além de mais saborosos são mais flexíveis às invenções de ingredientes e claro que uma boa sobremesa tem seu charme, além de ser lembrada sempre. Inclusive, ela faz alfajor caseiro que eu em breve lhes trarei a receita.

 

Eu, por sua vez, aprendi a cozinhar vendo minha mãe e minha avó cozinhar. Sempre fiquei na cozinha conversando e observando tudo com muito cuidado e aprendi bons truques.

 

Numa determinada fase de minha vida eu adotei a cozinha como terapia. E foi a melhor que achei, juntamente com as corridas, mas esse assunto fitness não vem ao caso.

 

Comecei ajudando a cortar cebolas, mexendo panelas e fui evoluindo. Criei minhas receitas e freqüentemente assumo a cozinha nos finais de semana – principalmente aos domingos. Bolei um molho de tomate que é incrível, reconhecido pelas minhas “professoras”, inclusive como o melhor já provado em casa.

 

Avancei, inventei uma picanha ao forno maravilhosa e uma costelinha suína que na última vez que a preparei para 12 pessoas, foram quase 4 quilos consumidos em breves minutos. E isso é prazeroso. É proporcionar sensações diferentes, aguçar o paladar alheio, é tomar o vinho e bater papo enquanto frita a cebola. E isso é cozinhar, um ato em grupo com um único objetivo, fazer um prato agradável aos mais variados paladares.

 

Para mim, cozinhar é reunir amigos e familiares, é bater papo, é ficar ali, com o avental e pano de prato no ombro com um olho no fogão e outro na taça. É inventar um petisco enquanto se cria uma nova combinação e atrasa-se o almoço ou o jantar, é abrir a parte mais familiar de uma casa, a cozinha. É encantar pelo paladar, é deixar inebriado a quem provar o tempero e dividir esse êxtase com quem se gosta. É cozinhar com prazer.

 

E depois dessas horas prazerosas e de grandes encontros, dividimos a louça, terminamos o vinho, e todos saem com a sensação de um agradável bem-estar e de um abraço feito com uma das receitas que se pôs em prática…

 

E, para você, como é cozinhar?

 

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… que resolvi colocar aqui no Comidinhas!

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Por Leonardo Dias

 

Hoje acordei disposto a duas coisas: a ir trabalhar de tênis independente de qualquer política de trajes e escrever para o Comidinhas, e já que para mim um é simples e o outro é prazeroso, faltava o tema.

 

Veio então a idéia de trazer uma discussão curiosa: o por que de determinados alimentos ou bebidas lembrarem situações. E isso, afinal nos ajuda ou nos atrapalha? Eu mesmo, quando bebo Jack Daniel’s, lembro de meu irmão. Quando bebo vinho associo isso a um encontro, já que tem romantismo implícito. Mas nenhum nome em especial, apesar de ter sido uma pessoa especial a responsável por eu ter conhecido esse néctar e ter adquirido o hobbie.

 

Quando eu era criança (e faz um certo tempo!) minha mãe fazia uma fornalha de um bolo chamado Nêga maluca. Era simples, de chocolate com uma casquinha incrivelmente deliciosa. Eu e meu irmão comíamos no recreio da escola e nas tardes, vendo televisão. Sempre lembro dela quando como esse bolo, que poucos conhecem hoje em dia.

 

Ainda nessa época áurea da minha vida, aos domingos muitas vezes almoçávamos na casa da minha avó. Tinha o menu mais tradicional do mundo, e que todos adoravam, com arroz, salada de maionese, frango, lagarto (nunca fui fã desse), macarronada, farofa e de sobremesa pudim de leite. Ahhh, que festa!

 

Toda vez que eu comer (e ainda falta experimentar) o brigadeiro de capim santo, vou lembrar da Claudia. Ela se derrete em elogios ao lembrá-lo. Já um amigo meu é viciado em Blend Brasil (da Starbucks), toma um todo dia após o almoço e, quando não há escapatória, ele me convida para um café. Não sou fã, mas tomo.

 

E você, lembrou de alguém? E estava comendo ou bebendo o quê?

 

Bom, se você me der licença vou tomar um expresso de máquina… ah, e lembrarei de um amigo que sempre o chamará de “entorta-tripas”, de tão forte que é…

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Sukiyaki

Ingredientes:

1 xícara (chá) de água (200 ml)
1 colher (chá) de Hondashi
2 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de shoyu
4 colheres (sopa) de mirin
1 pedaço pequeno de carne bovina (30 gramas)
300 gramas de carne para sukiyaki cortado bem fino (tipo carpaccio)
1 xícara (chá) de cebolinha
8 shitakes médios
2 xícaras (chá) de shimeji
3 xícaras (chá) de moyashi
15 folhas de horensô
4 folhas de acelga picadas grosseiramente
300 gramas de tofu cortado
300 gramas de ito-konyaku

Preparo:

Em uma panela pequena, coloque a água e o hondashi, e leve ao fogo alto para aquecer. Ao levantar fervura, junte o açúcar, o shoyu e o mirin, e deixe cozinhar por dois minutos. Retire do fogo e reserve.
Aqueça uma frigideira grande e funda em fogo alto. Unte com o pedaço de banha, acrescente a carne e deixe por cerca de dois minutos, ou até que mude de cor. Junte toda a carne em um canto da frigideira e arrume de forma harmoniosa a cebolinha, o shitake, o shimeji, o moyashi, o horensô, a acelga, o tofu e o ito-konyaku, sem misturá-los.
Regue com molho e cozinhe com a panela tampada por cinco minutos, ou até que as folhas estejam murchas. Retire do fogo e sirva imediatamente.

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