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Archive for 10 de Abril, 2008

Avelã                                 Bom!

por Claudia Midori

Ontem à tarde a Carol quis parar no Amor aos Pedaços para um docinho. Aliás, o que seria de nós, mulheres, sem um belo pedaço de chocolate, bolo, brigadeiro e afins? E o que seria de nós sem um bom café? Pois é… café para não dormir, café de manhã, café à tarde, qualquer hora é hora para um bom café!

Ontem provei um café gelado na Amor aos Pedaços – o Amor Sossegado. Dentre as seis opções, fiquei na dúvida entre o trufado e o de maracujá, eis que pedi a opinião de quem trabalha na loja e atende sei lá quantos clientes todo dia… A atendente da loja na Mooca não quis opinar sobre os sabores. Limitou-se a dizer:

– Depende do seu paladar!

Sim, depende do meu paladar! Acabei escolhendo o de maracujá e não me arrependi, a combinação do chocolate com a calda azedinha e o chantilly foi agradável.

Mas, o café de hoje foi muito melhor. Dica do Mario Soma, o Coffee Avelã (do Café do Ponto) – que mistura a cremosidade do chocolate Chocon´up com o café expresso aromatizado de avelã, espuma de leite e raspas de chocolate. Além do sabor, o aroma é divino, e ainda tem um chocolatinho com menta, que eu adoro!

 

 

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História do café

Livro

O homem, a cabra e o café: três elementos que inseriram no mundo
 uma bebida exótica, de cor negra, sabor amargo,
com um aroma inconfundível e cativante 

Quando o simples criador de cabras lá no Oriente observou que um dos seus animais ficara eufórico após comer o fruto do café, não imaginava que a partir dali nasceria uma das bebidas mais consumidas no mundo. Seu alcance foi realmente além da imaginação. Traçou o perfil e a história de muitos países que se desenvolveram à sua sombra, vincando-lhes a sociedade e a cultura. Essa identificação imediata pode ser medida no Brasil, até hoje o maior produtor mundial de café.

No livro História do café da Editora Contexto, Ana Luiza Martins, faz um traçado do que o café representou e representa econômica, cultural e socialmente – sobretudo no Brasil.

A autora conta como as safras generosas, nascidas dos cafezais brasileiros, sustentaram o Império, fizeram a República e hoje geram divisas significativas para a economia do país. Sua competitividade atinge novos patamares, com excelência de sabor, aroma e corpo – os três itens básicos para a classificação e a apreciação da bebida.

O livro História do café ultrapassa os aspectos agronômicos ou mesmo iconográficos. Transformar o café em bebida deliciosa sempre implicou longo e por vezes penoso processo, até que o produto chegasse ao destino final, para ser apreciado e disputado nas mesas do mundo.

Devida essa vasta abordagem do tema, que se confunde com a própria História do Brasil, a autora colocou quatro partes distintas e primordiais para o entendimento da importância do café. Na primeira, o livro fala das origens na África, seu avanço no Oriente e a chegada no Brasil.  Na segunda, volta-se para a sua difusão no Brasil e a sua preponderância na construção do Império. Na terceira, o produto divide a República em dois momentos: antes e depois da crise de 1929. Na quarta parte, Ana Luiza Martins analisa o avanço contemporâneo das plantações de café e as práticas que vêm definindo seu uso, manejo e consumo no novo milênio. 

 

Das floradas brancas dos cafezais, passando pela colheita da cereja vermelha e pelo ensacamento do grão classificado, até se verter o saboroso líquido negro negociado internacionalmente, esse fruto exótico, em sua origem, tem desencadeado intensa mobilização de homens, máquinas, economias, sociedades e políticas, definindo parte dos destinos do mundo. O café abriu estradas rodoviárias e ferroviárias, como uma onda verde invadiu sertões e marcou a Era Vargas em momentos distintos. Nas reuniões diplomáticas, o café era o assunto e a bebida principal. 

 

Desde sua descoberta, a Coffea arabica traçou novas rotas comerciais, aproximou países distantes, criou espaços de sociabilidades até então inexistentes, estimulou movimentos revolucionários, inspirou a literatura e a música, desafiou monopólios consagrados, mobilizou trabalhadores a serviço da Revolução Industrial, tornou-se o elixir do mundo moderno, consolidando as cafeterias como referências internacionais de convívio, debate e lazer.

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