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Archive for 1 de Abril, 2008

por Léo Dias

Muitas vezes o que me faz muito feliz é relembrar fases e momentos de um passado feliz da infância e da adolescência. E isso não é difícil, basta que lembremos de comidas, esportes, brincadeiras, velhos hábitos e tradicionais e nostálgicos lugares que nos marcaram.

Sempre fui nostálgico. Na semana passada comemorei mais uma primavera e para celebrar isso numa grossa de uma terça-feira, resolvi ir numa cantina próxima à Av. Angélica que eu vou desde que me conheço por gente. Convidei meu irmão e fomos, uma família em busca de um tradicionalíssimo e, na minha opinião, o melhor filet a parmegiana de São Paulo.

Lá era muito interessante: chegávamos, a decoração era típica, com toalhas xadrez e muita cara de cantina. O garçom, que tinha um apelido que eu e meu irmão atribuímos ao bom garçom, saiu de lá há uns seis ou oito anos. Ele já nos conhecia. Meu pai ia comer lá há uns 30 anos para se ter uma idéia.

Era sempre a mesma coisa, o mesmo dono, os mesmo assuntos, já que com ele falávamos do Palmeiras, do filet e sentávamos felizes. Pois bem, o sonho acabou! Pasmem, mudou tudo, desde o filet, as pessoas, a decoração, a cozinheira, a tábua de bater bife e o ar tradicional.

Ficou bem bonito, bem “pop”, mas quem quer uma cantina “pop”? Eu quero massa, molho, um filet que comíamos em quatro pessoas (e sobrava) e um molho delicioso. Quando adentrei o lugar e vi as mudanças me chateei, mas fiz o pedido ao novo garçom sem titubear e acreditando que ele reconheceria um velho cliente de longe!

Foi ele quem me deu a péssima notícia das mudanças e que o meu prato predileto da Zona Oeste havia sido descartado do cardápio, como se substitui um zagueiro, sem choro nem vela para o ancião parmegiana. Olhamos uns para os outros com um tom de lamúria, levantamos e fomos comer uma pizza numa ainda tradicional pizzaria na esquina de casa.

A vida passa, os fatos marcantes permanecem em nossas memórias e quando menos esperamos, tiram-nos um sabor que até então era clássico, inconfundível e inimitável. Vão-se os parmegianas e ficam-se os famintos e nostálgicos ex-fregueses…

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         Obra da Regina

por Regina Lara Stevanatto
Semana passada a Dani que trabalha comigo estava muuuuito assonada e louca por um café. Apesar da cafeteira disponível trabalho no único lugar da face da Terra onde as pessoas não tomam café.
Particularmente não tomo café nunca. Não gosto, acho forte e quando enchemos de açúcar, parece que alguma coisa não faz sentido naquela “docidão” toda. Considerando que a Dani achava que a água era colocada diretamente na jarra – e não no compartimento para evaporar – e passar pelo pó, me prontifiquei a ajudar.
Bom, seguir as instruções não é tão facil quanto parece quando as medidas de colher são comparadas ao ml, e a jarra da cafeteira se mede em xícaras…
Coloquei o quanto eu achava que seria suficiente para quatro colheres, mas algo não deu certo, já que as 10 xícaras se tornaram oito depois da evaporação…
Ficou um tanto quanto grosso, e mais ainda quando eu enchi de açúcar, era quase um mousse, mas a Dani aprovou. Ou porque ela queria muito tomar café ou porque deve deve gostar de tiramissú…

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