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Archive for 2 de Janeiro, 2008

publicado no UOL 

Dois arqueólogos irlandeses tentaram fazer cerveja da mesma forma que os seus ancestrais faziam, 3 mil anos atrás, em uma tentativa de descobrir o objetivo de antigos amontoados de pedra comunitários

Angelina Franz

Foi uma manhã áspera. De ressaca após uma noite em Galway, o arqueólogo Billy Quinn padecia de uma dor de cabeça enquanto tomava um substancial café-da-manhã irlandês, avaliando os mistérios do seu sítio arqueológico e pensando com um pouco de auto-interesse na antiga curiosidade da humanidade em relação às substâncias alteradoras da consciência.

Foi então que a idéia surgiu: o seu sítio arqueológico era uma cervejaria.

O local, perfeitamente comum, era um monte de terra liso e coberto de grama, conhecido em gaélico como fulacht fiadh. Esses sítios possuem tipicamente uma depressão rodeada por um crescente elevado em forma de ferradura feito de pedras queimadas.

Até o momento, os arqueólogos já descobriram 4.500 dessas estruturas na Irlanda, e a cada ano novas são identificadas. A datação com carbono radioativo sugere que a maioria dos fulacht fiadh foi construída entre 1.500 e 500 a.C.

Esses montes de pedras são há muito tempo um enigma. Alguns especialistas argumentavam que eles serviam para cozinhar carne: pedras quentes teriam sido utilizadas para ferver água e preservar a carne. Outros afirmavam que tratam-se de saunas pré-históricas. Ou curtumes, forjas ou tinturarias. O único ponto com o qual todos concordavam é que nesses locais se aquecia água.

Quinn e o seu colega Declan Moore convenceram-se de que o site tinha um propósito mais relacionado à mitigação da sede: eram cervejarias. “Também é possível que o sítio possa ter sido multi-funcional – uma espécie de pia de cozinha da Idade do Bronze.

Mas eles necessitavam de provas. A pesquisa era difícil, mas alguém teria que realizá-la: Quinn e Moore fizeram uma peregrinação até locais vinculados a antigas tradições ligadas à arte de fabricação de cerveja.

Eles trabalharam como aprendizes para cervejeiros amadores nas Ilhas Orkney. Na Bélgica e na Baviera aprenderam a fazer cerveja com pedras quentes. Em Barcelona participaram de uma conferência sobre fabricação de cerveja na pré-história, e identificaram as raízes da cultura da cerveja no Oriente Médio.

No início do verão passado, eles estavam prontos. Uma multidão reuniu-se no quintal de Quinn, em Cordarragh, na Irlanda. Os arqueólogos mataram um porco – fazer cerveja é algo que abre o apetite -, e fizeram uma fogueira para aquecer pedras. Perto dali eles cavaram uma vala e dentro dela colocaram um reservatório d’água, feito de madeira, de 350 litros. Duas horas depois, as pedras (e o porco) estavam muito quentes.

Os arqueólogos colocaram-nas com uma pá na água até que a temperatura desta chegou a 66°C. A seguir, eles adicionaram a cevada. Após 45 minutos mexendo o líquido e adicionando de vez em quando uma ou outra pedra quente, eles lançaram ervas doces na mistura.

“Para obtermos um sabor agradável, simplesmente olhamos em volta e pegamos tudo que parecia ser bom”, diz Quinn, ao expor o seu método não muito científico. Os arbustos locais conhecidos como bayberry e meadowsweet foram alguns dos ingredientes utilizados na mistura. A seguir o líquido foi acondicionado em barris de plástico de 75 litros, adicionou-se um pouco de fermento e os pesquisadores da cerveja sentaram-se e aguardaram.

Três dias depois, os dois abriram os barris e descobriram uma “cerveja muito saborosa, espumejante e com cor de cobre”, conta Quinn. A fim de testar a cerveja, Quinn e Moore organizaram uma festa. Quinn conta que os convidados consideraram a experiência um sucesso: “As pessoas beberam aos litros”.

Atualmente, os arqueólogos se orgulham de serem chamado de “pico-cervejeiros”, a designação para os cervejeiros que ficam no estágio intermediário entre a categoria dos que fabricam cerveja caseira e a dos que possuem micro-cervejarias.

Infelizmente, a sorte de iniciantes não se sustentou. Cada tentativa subseqüente resultou em uma bebida de pior qualidade. Quinn diz que a culpa não é dele, mas dos ingredientes encontrados no seu jardim, que desapareceram e perderam o sabor a medida que o verão terminava. “Na quarta tentativa a cerveja que obtivemos era apenas um caldo leitoso e insípido”, conta Quinn.

Agora eles estão aguardando a primavera, quando o bayberry e o meadowsweet voltarão a florescer. Nesse ínterim, eles voltaram às suas atividades profissionais diárias. “Voltamos a desenterrar ossos”, diz Quinn. “É algo bem maçante”.

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           Moti

por Claudia Midori

Dizem que dá sorte comer moti (um bolinho de arroz) no primeiro dia de janeiro. Lá em casa os motis invadiram a geladeira desde o dia 31, quando parte da família se reuniu para amassar e enrolar os bolinhos.

Na verdade, quem faz mesmo é meu pai. Minha irmã ajudou a enrolar. Eu tirei fotos e ajudei a dividir a massa em pequenas porções para serem enroladas e transformadas em bolinhas. A história do moti está no post abaixo.

Se dá sorte ou não, lá em casa e na família, todos comeram. Devo confessar que o bolinho não é gostoso, é uma massaroca de arroz que como com shoyu, mas tem gente que prefere com açúcar ou açúcar e shoyu…

Também não sei se dá sorte comer depois, mas na Liberdade deve ter várias bandejinhas sendo devoradas. Feliz 2008!

Mais fotos do preparo do moti

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publicado no jornal Nippo-Brasil 

Para os japoneses, os protagonistas das festas de ano-novo (oshougatsu), a celebração mais importante do ano, são: o moti, o saquê, o ozouni (sopa de legumes com moti) e o osechi ryouri (iguarias típicas de ano-novo). Os altares domésticos xintoístas (kamidana) e budistas (butsudan), assim como o tokonoma (espaço considerado sagrado das salas e dos quartos japoneses) são ornamentados com o kagamimochi (literalmente, moti em formato de espelho redondo).

NUTRIÇÃO – Receita tem alto índice calórico e é de fácil digestão

Desde tempos antigos, os japoneses, historicamente um povo agrícola, tinham o costume de rogar às divindades boas colheitas de seus principais cereais (gokoku houjou): arroz, trigo, soja, painço, sorgo e milhete, no início de cada ano. Estes rituais se firmaram como tradição na Era Muromachi, no século XIV e, posteriormente, seu significado foi ampliado, remetendo ao desejo de felicidade da família, da sociedade e da nação.

A história do moti

PREPARO – Moti é feito de modo artesanal no 1º dia do ano

Foi comprovado que as técnicas de cultivo de arroz foram introduzidas no Japão já na Era Yayoi (300 a.C.–300 d.C.). Segundo a obra Kojiki (Registro de fatos antigos), da Era Nara, século VIII, ofertava-se o kagamimochi no santuário xintoísta de Ise. O kagamimochi também é mencionado nos famosos Contos de Genji (Genji Monogatari), da Era Heian(794–1185). Os antigos japoneses, que acreditavam que o fato de comer moti unia os espíritos dos cereais e dos homens, utilizavam-no em diversos rituais e celebrações ao longo do ano.

Para preparar o moti, utiliza-se o motigome (arroz para moti, arroz glutinoso) e, para o arroz comum, utiliza-se o uruchi (arroz não glutinoso). Ambos têm 76% de amido em sua composição, mas 100 g de moti contêm 235 kcal, enquanto a mesma quantidade de arroz contém 148 kcal. Pelo seu alto índice calórico e pela fácil digestão, sendo rapidamente absorvido pelo organismo, diz-se que é recomendável que atletas consumam o moti antes de competições.

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publicado no UOL

SÃO PAULO – A alta no preço dos alimentos correspondeu a mais que o dobro da inflação no ano passado. Os dados constam no fechamento do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), divulgado nesta terça-feira (2) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas): enquanto o índice como um todo ficou em 4,6%, o que mede a valorização desses produtos ficou em 10,65%.

Por outro lado, conforme o estudo, nos 30 dias encerrados na última semana de dezembro, foi sentida uma desaceleração no ritmo de alta do grupo em específico, passando de 1,74% para 1,69%, tomando como base o mesmo período findo na semana anterior.

Por produtos

Consumindo cerca de 20% do orçamento familiar, os gastos com comida foram destaque de alta nos preços em 2007. A entressafra do leite, que fez com que a bebida ficasse em média até 50% mais cara, em determinados períodos, é um exemplo disso.

No âmbito do IPC-S, o destaque de encarecimento anual ficou a cargo da batata-inglesa (69,93%) e do feijão carioquinha (128,48%).

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É o que mostra a terceira Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada nos Estados Unidos.

A análise foi feita com mais de 12 mil adultos americanos que tiveram a pressão sangüínea e os níveis de vitamina D monitorados e controlados.

A conclusão dos pesquisadores é que os pacientes com menores níveis desta vitamina apresentaram alta na pressão sanguínea.

Segundo os coordenadores do estudo, é preciso acrescentar alimentos ricos em vitamina D na dieta , com exposição ao sol,para que os efeitos sejam prolongados e eficazes. Entre os alimentos com grandes quantidades de vitamina D,se destacam o leite,cereais,salmão,atum e óleo de fígado de bacalhau.

Por Marco de Cardoso

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A linhaça é uma pequena semente, de cor dourada ou marrom, que cresce na China, nos EUA, no Canadá, na Europa e agora já vem se desenvolvendo bem em terras brasileiras também.

É rica em proteínas, fibras, vitaminas e minerais e é ingerida incorporada à massa de vários pães e biscoitos. A novidade agora é que alguns estudos apontam que ela pode ser uma aliada no combate ao câncer de mama.

Segundo estudos feitos por pesquisadores canadenses, a linhaça ajuda na prevenção do câncer de mama por neutralizar a ação do estrógeno sobre essa glândula.

A semente tem componentes ricos em fitoesteróides (as lignanas), substâncias que limitam a ação do estrógeno, diminuindo as chances do surgimento de tumores nas mamas.

Por Marco de Cardoso

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O sal e o açúcar sempre foram itens típicos de restrições nas mais diversas dietas, pelas mais diferentes causas. Afinal de contas, existem muitas pessoas que abusam da utilização destes dois ingredientes que, principalmente refinados, realmente não favorecem a saúde.

Que o digam os endocrinologistas, cardiologistas e dentistas – os maiores opositores ao açúcar. Todos são unânimes em classificá-lo como uma das maiores causas da cárie dentária, da obesidade, da arteriosclerose, do diabetes em pessoas propensas, e até da infertilidade nas mulheres.

O abuso do sal também é vilão do organismo e, em alguns casos, está entre as causas dos edemas, da insuficiência cardíaca, da cirrose e das doenças renais.

Especialistas chegam a afirmar que o sal agrava até a hipertensão arterial. A intenção, claro, não é abolir estas substâncias do cardápio, mesmo porque, estes hábitos alimentares já são consolidados. O ideal, no entanto, é experimentar uma dieta equilibrada, levando em conta as dosagens nos alimentos ao natural. Uma nutricionista tem papel fundamental nesta orientação.

Equipe Bem Star

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