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Archive for 13 de Novembro, 2007

Luxúria

Chocolate excita mais que beijo, diz estudo

da France Press

Efeito é maior se o doce não é mastigado, mas derretido na língua. Chocolate é capaz de dobrar a freqüência dos batimentos cardíacos.

Um beijo pode ser romântico e inspirar poemas e canções, mas não é tão excitante quanto um chocolate derretido na língua, garante um estudo publicado nesta segunda-feira (16) por cientistas britânicos.

Uma equipe de pesquisadores coordenada pelo psicólogo David Lewis, do centro de pesquisas Mind Lab, realizou o estudo comparativo que demostrou a superioridade do chocolate sobre o beijo, mesmo o mais apaixonado, no que diz respeito à excitação.

À mercê dos cientistas, vários casais de jovens que tiveram eletrodos colados à cabeça e monitores cardíacos ligados ao tórax. Sua função era deixar que pedaços de chocolate derretessem na boca e em seguida se beijar com paixão.

Os resultados foram surpreendentes: o chocolate dobrou os batimentos cardíacos dos 12 voluntários, todos na faixa dos 20 anos, o que levou os cientistas britânicos a concluírem que a excitação provocada pelo chocolate é maior do que a gerada pelo beijo.

“Não há dúvida de que o chocolate superou o beijo, sem abraços, ao provocar um estímulo corporal e cerebral maior”, explicou Lewis. Segundo os resultados do estudo, o estímulo causado pelo chocolate preto ou amargo foi, em muitos dos participantes, “até quatro vezes tão prolongado quanto o do beijo mais apaixonado”, e afetou todas as regiões do cérebro.

As palpitações causadas pelo beijo não duraram tanto quanto as provocadas pelo chocolate, que fez com que os batimentos do coração aumentassem de 60 para 140 por minuto, apontou o pesquisador. Ainda que já se soubesse que algumas substâncias presentes no chocolate possuem efeito estimulante, Lewis destacou que os resultados “deixaram os membros da equipe surpresos e intrigados”.

“Esperávamos que o chocolate, particularmente o chocolate preto, aumentasse os batimentos cardíacos devido à presença de substâncias altamente estimulantes, mas ninguém havia previsto a duração e a intensidade do estímulo causado pelo chocolate, além dos poderosos efeitos observados no cérebro”, acrescentou. Lewis lembrou que o chocolate utilizado na experiência foi o chocolate preto, com 60% de cacau.

O cientista, que antes trabalhava na Universidade de Sussex, disse que o segredo para se alcançar uma maior excitação pode estar em deixar o chocolate derreter na boca, sem mastigá-lo. Mulheres e homens responderam igualmente aos estímulos do chocolate, afirmou o pesquisador britânico.

Ainda falta verificar se os resultados do estudo provocarão um aumento do consumo de chocolate amargo na Grã-Bretanha, país onde segundo os especialistas se come o pior chocolate do mundo.

O chocolate consumido na Grã-Bretanha não é do tipo escuro, mas sim processado com leite, o que segundo diversos estudos científicos anula alguns dos efeitos positivos do chocolate, que se devem às substâncias antioxidantes do cacau

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da France Press

Nativos da América Central já brindavam com bebidas feitas a base de cacau em 1000 a.C., 500 anos antes do que se imaginava, informou um estudo publicado nesta segunda-feira (12).

As bebidas que levavam cacau eram feitas com álcool. Estas prováveis precursoras da cerveja eram produzidas a partir da polpa fermentada do fruto do cacau. Elas são anteriores até mesmo ao tradicional espumante com gosto de chocolate feito com semente da árvore de cacau, que foi uma importante característica da cultura mesoamericana.

Mas no momento da fabricação desta cerveja primitiva, chamada de chicha, os antigos mesoamericanos podem ter tropeçado no segredo de fazer bebidas com gosto de chocolate, afirma o estudo.

“Durante a fabricação da cerveja, você descobre que se fermentar as sementes da planta, você chega ao sabor do chocolate”, disse John Henderson, professor de antropologia da Cornell University em Ithaca, Nova York, e principal autor do estudo. “Pode ser que o caminho da moderna indústria do chocolate aponte para esta bebida primitiva fermentada.”

A semente do cacau desempenhou um importante papel na civilização mesoamericana, nos nativos de parte do México e da América Central antes da exploração hispânica e a conquista do século XVI. O grão foi uma espécie de moeda na sociedade asteca, e a bebida espumante de chocolate feito com grãos ou sementes fermentadas foi muito importante para a vida social e os ritos da mesoamérica.

No século XVI, conquistadores europeus provaram o gosto da bebida e a levaram para a Europa, o que levou o crescimento da moderna indústria do chocolate.

A evidência arqueológica descoberta por Herderson e sua equipe do site Puerto Escondido de Honduras sugere que tal cerveja era popular entre nativos pelo menos em 1100 a.C.

Análises químicas de resíduos encontradas em fragmentos dos vasos descobertos pela equipe do site apresentaram resposta positiva ao teste de teobromina — um componente encontrado nas árvores de cacau que eram limitadas à América Central.

Os potes foram encontrados em “grandes casas” na cidade de Puerto Escondido no Ulua Valley em Honduras, disse Henderson, sugerindo que membros de elite da sociedade da época consumiriam a bebida para marcar ocasiões especiais, como nascimentos e casamentos.

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